O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, a chefe de Estado do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, no Palácio do Planalto, em Brasília. Durante a agenda, os dois governos devem assinar instrumentos de cooperação voltados ao combate ao crime organizado na fronteira e à proteção ambiental.
Reunião bilateral
Após a cerimônia oficial de boas-vindas, Lula e Geerlings-Simons participam de reunião privada para discutir o fortalecimento da parceria entre os dois países amazônicos. A pauta inclui:
- segurança na Amazônia;
- enfrentamento de organizações criminosas transnacionais;
- integração logística, como a rota marítima pelo Norte do Brasil e novas obras de infraestrutura para exportação;
- ampliação do comércio bilateral;
- segurança alimentar.
O Ministério das Comunicações informou que a conversa também abordará quatro eixos adicionais: petróleo, conectividade e infraestrutura digital, programas sociais e agronegócio.
Preparativos prévios
Ministros surinameses chegaram a Brasília no início da semana para encontros técnicos com colegas brasileiros. O objetivo, segundo o Palácio do Planalto, foi elaborar diagnósticos que subsidiam as decisões a serem anunciadas pelos dois presidentes.
Fronteira e desafios comuns
Brasil e Suriname dividem 593 quilômetros de fronteira terrestre, a menor extensão entre o território brasileiro e um país vizinho. O trecho, localizado entre Pará e Amapá, é coberto por floresta densa, o que dificulta o acesso por via terrestre.
Com 95% de seu território recoberto por floresta, o Suriname tem no petróleo e no ouro seus principais produtos de exportação. Ambos os países enfrentam problemas como garimpo ilegal, tráfico de drogas e outros crimes transfronteiriços, além de preocupações ligadas à preservação da Amazônia e às mudanças climáticas.
Em 2025, o Brasil apoiou a candidatura do chanceler surinamês a um posto na Organização dos Estados Americanos (OEA), reforçando a aproximação diplomática entre os dois governos.
Com informações de G1

