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Exportações de milho recuam em julho e somam só 21% do volume embarcado em 2025

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As vendas externas de milho do Brasil começaram julho de 2026 em ritmo fraco. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que, nos oito primeiros dias úteis do mês, foram embarcadas 519.706,1 toneladas, volume que corresponde a 21,35% do total exportado em todo o mesmo mês do ano passado.

A média diária ficou em 64.963,3 toneladas, patamar considerado expressivo, mas ainda distante do registrado em 2025, quando a demanda internacional era maior e os preços, mais competitivos.

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Produtores retêm oferta

Segundo Roberto Carlos Rafael, analista da Germinar Corretora, o avanço lento das negociações decorre, sobretudo, dos preços oferecidos nos portos brasileiros, abaixo das pretensões dos agricultores. “A demanda externa existe, mas os valores atuais não estimulam vendas”, afirma.

Receita recua apesar de leve alta no preço médio

Até agora, a receita com as exportações de milho soma US$ 109,893 milhões, contra US$ 499,466 milhões obtidos em todo julho de 2025. A média diária arrecadada caiu 36,7% na comparação anual, ficando em US$ 13,736 milhões.

Mesmo com o recuo no volume, o preço médio da tonelada exportada subiu 3%, passando de US$ 205,20 em julho de 2025 para US$ 211,50 neste mês. O reajuste, contudo, não compensa a queda nos embarques.

Colheita da safrinha no radar

O andamento da colheita da segunda safra, a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e a disposição dos produtores em fechar novos contratos devem definir o ritmo das exportações nas próximas semanas. Enquanto os preços internos seguem firmes e os valores nos portos permanecem aquém das expectativas, a tendência é de continuidade na desaceleração dos embarques.

Com informações de Portal do Agronegócio

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