Trabalhadores que fazem aniversário em setembro e outubro poderão sacar o abono salarial do PIS/Pasep a partir de quarta-feira, 15 de julho. Nessa data, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) libera o sexto lote do calendário de pagamentos de 2026.
Ao longo do ano, o benefício deverá alcançar cerca de 26,9 milhões de pessoas, totalizando R$ 33,5 bilhões em repasses. Os valores ficarão disponíveis para retirada até 30 de dezembro de 2026.
Quem tem direito
Têm acesso ao abono os empregados da iniciativa privada e servidores públicos que:
- estejam inscritos no PIS ou no Pasep há, no mínimo, cinco anos;
- tenham trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2024;
- tenham recebido remuneração média de até R$ 2.765,93 no ano-base;
- tenham os dados corretamente declarados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
O valor varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme o número de meses trabalhados em 2024. Quem exerceu atividade formal durante todos os 12 meses recebe o equivalente ao salário mínimo vigente; nos demais casos, o pagamento é proporcional ao tempo de serviço.
Como consultar o benefício
Os trabalhadores podem verificar a elegibilidade pelos seguintes canais:
- aplicativo Carteira de Trabalho Digital;
- portal Gov.br;
- Central Alô Trabalho, pelo telefone 158;
- canais de atendimento da Caixa Econômica Federal.
O PIS, destinado a empregados da iniciativa privada, é pago pela Caixa. O Pasep, voltado a servidores públicos, é responsabilidade do Banco do Brasil. O crédito pode ser depositado em conta, enviado por Pix ou TED, ou sacado diretamente nas agências.
Calendário 2026
Confira as datas de liberação do PIS/Pasep em 2026:
- Janeiro: 15 de fevereiro
- Fevereiro: 15 de março
- Março e abril: 15 de abril
- Maio e junho: 15 de maio
- Julho e agosto: 15 de junho
- Setembro e outubro: 15 de julho
- Novembro e dezembro: 15 de agosto
Orientação contra golpes
O MTE alerta os beneficiários para tentativas de fraude. Mensagens oferecendo antecipação do pagamento ou solicitando atualização cadastral devem ser ignoradas. A recomendação é buscar informações exclusivamente nos canais oficiais do governo e das instituições pagadoras.
Com informações de Metrópoles

