A 3ª Vara Criminal de Palmas sentenciou nove pessoas por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, atendendo a denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Tocantins (MPTO). Somadas, as penas ultrapassam 80 anos de reclusão.
Esquema de phishing
De acordo com a acusação, o grupo criou sites falsos que reproduziam o visual de grandes redes varejistas, como Casas Bahia, Magazine Luiza e Ponto Frio. Nessas páginas, eletrônicos eram anunciados com descontos de até 70% para atrair consumidores e captar dados de cartões de crédito.
Entre os anúncios, uma smart TV avaliada em mais de R$ 3 mil era oferecida por R$ 898,90, enquanto um smartphone de mercado a R$ 1.331 aparecia por R$ 589,90. Levantamento do Gaeco identificou pelo menos 89 vítimas que chegaram a concluir ou quase concluir a compra e outras 33 que tentaram adquirir celulares pelos mesmos anúncios fraudulentos.
Atuação entre 2017 e 2018
As fraudes ocorreram de meados de 2017 a fevereiro de 2018. Parte da quadrilha foi presa em flagrante em 8 de fevereiro de 2018, quando tentava registrar novas hospedagens usando dados de terceiros em um hotel de Palmas, que servia como base operacional.
Lavagem de dinheiro e padrão de luxo
Além dos golpes virtuais, o MPTO comprovou que os líderes do esquema compraram veículos de luxo e mantiveram alto padrão de vida incompatível com a renda declarada. Também quitavam boletos de terceiros com dinheiro das vítimas ou cartões clonados, cobrando cerca de 50% do valor de cada dívida.
Organização criminosa: quatro ou mais pessoas estruturadas, com divisão de tarefas, para a prática de crimes cujas penas máximas ultrapassam quatro anos.
Estelionato: uso de artifício fraudulento para obter vantagem ilícita em prejuízo alheio.
Lavagem de dinheiro: ocultação ou dissimulação da origem de recursos provenientes de atividade criminosa.
A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.
Com informações de Atitude Tocantins

