A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) ordenou o bloqueio total do Estreito de Ormuz na manhã de domingo, 12 de julho de 2026, horário local, depois de efetuar um disparo de advertência contra uma embarcação que tentava cruzar a passagem marítima por uma rota considerada não autorizada.
Em comunicado divulgado no site em árabe da agência semi-oficial Tasnim, vinculada à força militar, o governo iraniano criticou a presença de potências estrangeiras na região e acusou navios de ignorarem as rotas previamente estabelecidas. O texto acrescenta que o estreito permanecerá interditado “até novo aviso” e enquanto, segundo Teerã, persistir a interferência dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. Nenhum navio civil ou militar terá autorização para atravessar o corredor.
A medida eleva a tensão em uma das vias marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Qualquer interrupção na circulação de navios petroleiros na área costuma ter reflexo imediato nos preços globais de energia.
Apesar do agravamento da situação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira, 10 de julho, que Washington e Teerã seguem conversando sobre uma possível trégua, mesmo após recentes episódios que violaram parcialmente o cessar-fogo.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é responsável pela passagem diária de uma parcela significativa das exportações mundiais de petróleo. Especialistas alertam que o prolongamento do bloqueio pode afetar o abastecimento global e pressionar ainda mais o mercado energético.
Com informações de Exame

