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Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e afirma ter atingido navio que desrespeitou bloqueio

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São Paulo – A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou neste sábado, 11, o fechamento por tempo indeterminado do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte mundial de petróleo e gás. Segundo o comunicado divulgado pela imprensa estatal iraniana, nenhuma embarcação poderá atravessar a hidrovia “até novo aviso” enquanto, segundo Teerã, persistir a “interferência americana” na região.

A força naval informou ter disparado tiros de advertência contra um navio que navegava com o sistema de rastreamento desligado por uma rota considerada irregular. Horas depois, a agência semioficial Fars noticiou que a embarcação foi atingida por um míssil de cruzeiro após ignorar ordens para recuar. O Irã não revelou o nome do navio, sua bandeira, o tipo de carga nem a situação da tripulação, e não há confirmação independente do ataque.

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O estreito, por onde passava cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados mundialmente antes do conflito recente, tem sido alvo de aberturas e restrições sucessivas nos últimos dias. A incerteza sobre o trânsito de navios pressiona custos de frete e seguros e amplia preocupações com o abastecimento global de energia.

O anúncio do novo bloqueio ocorreu pouco depois de o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reunir-se em Mascate com autoridades de Omã para tratar da segurança da navegação. Omã informou que os dois países concordaram em manter conversas técnicas e políticas, mas Teerã rejeitou a proposta omanense de criar duas rotas separadas para o tráfego marítimo.

O governo iraniano insiste em manter o controle das vias em coordenação com Omã, sem a participação de potências estrangeiras. Para Washington, Teerã deve assumir publicamente o compromisso de manter Ormuz aberto e cessar ataques a embarcações comerciais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou encerrado o cessar-fogo entre os dois países, mas disse que continuará negociando.

A crise se intensificou após ataques contra três navios-tanque provenientes do Catar e da Arábia Saudita nesta semana, seguidos por bombardeios americanos em território iraniano e por represálias do Irã a bases militares dos EUA na região.

Com informações de InfoMoney

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