','

'); } ?>

Importações de fertilizantes recuam 5,7% no semestre e geram alerta para safra de soja 2026/27

Publicidade

São Paulo, 13 de julho de 2026 – A queda nas compras externas de fertilizantes pelo Brasil durante o primeiro semestre de 2026 acendeu sinal de alerta no setor agrícola a poucos meses do início do plantio da próxima safra de soja.

Volume menor, gasto maior

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Comex) mostram que o país importou 18,3 milhões de toneladas de adubos e fertilizantes químicos entre janeiro e junho, volume 5,7% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Mesmo com a retração, o desembolso somou US$ 7 bilhões, refletindo a valorização dos preços internacionais.

Publicidade

Somente em junho, chegaram aos portos brasileiros 3,3 milhões de toneladas, movimentando cerca de US$ 1,5 bilhão. Na comparação anual, o volume mensal caiu 20,1%, enquanto o valor pago aumentou 10,7%. O preço médio foi de US$ 0,40 por quilo, avanço de 26,1% sobre o ano anterior.

Dependência externa preocupa

A produção agrícola nacional depende majoritariamente do insumo importado. Em 2025, o país comprou 45,5 milhões de toneladas no exterior, frente a entregas internas de 49,9 milhões de toneladas. Para 2026, projeções indicam possível redução de 10% nas importações, o que poderia retirar cerca de 4,5 milhões de toneladas do mercado.

Risco para o planejamento da soja

Faltando cerca de 90 dias para o início dos preparativos da safra 2026/27 de soja, produtores temem escassez e custos adicionais. Os fertilizantes respondem por grande parcela do orçamento de culturas como soja, milho e algodão. Menor oferta, aliada a preços em alta e variações cambiais, pressiona o caixa do produtor rural.

Orientação de especialistas

Consultores recomendam monitoramento constante do mercado e, sempre que possível, antecipação das compras. A disponibilidade dos nutrientes no momento adequado é considerada decisiva para manter a produtividade das lavouras.

Com o plantio se aproximando, o comportamento das importações, os preços internacionais e a logística de entrega dos fertilizantes serão acompanhados de perto por todo o agronegócio brasileiro.

Com informações de Portal do Agronegócio

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *