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Cepea destaca efeitos de clima, colheita e demanda sobre café, milho, açúcar, soja e trigo em junho

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São Paulo, 13 de julho de 2026 – Os boletins mensais do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para junho de 2026 apontam influência direta das condições climáticas, do ritmo de colheita, da oferta e da demanda na formação de preços das principais commodities agropecuárias brasileiras.

Café sofre com chuvas na colheita

Volumes atípicos de chuva atingiram regiões produtoras de arábica durante a colheita da safra 2026/27. O excesso de umidade atrasou a retirada dos grãos, dificultou a secagem nos terreiros, favoreceu o aparecimento de mofo e ampliou a preocupação com a qualidade dos lotes, elevando a atenção sobre a oferta de cafés de melhor padrão.

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Milho recua com avanço da segunda safra

O ritmo acelerado da colheita da segunda safra, sobretudo no Centro-Oeste, pressionou as cotações do milho. Compradores adiaram aquisições na expectativa de novas baixas, cenário reforçado pela queda dos preços internacionais e pelas projeções de maior produção divulgadas pela Conab e pelo USDA.

Açúcar tem baixa liquidez

No mercado paulista de açúcar cristal, a ampla disponibilidade no início da safra 2026/27 e a expectativa de desvalorizações mantiveram os compradores afastados, resultando em poucas negociações ao longo do mês. Chuvas na última semana de junho reduziram temporariamente a oferta e permitiram leve recuperação de preços.

Soja ganha liquidez; derivados recuam

As negociações com soja em grão se intensificaram em junho, favorecendo a valorização interna. Nos derivados, a maior oferta sul-americana pressionou os preços e estreitou as margens de esmagamento das indústrias brasileiras.

Trigo segue em trajetória de recuperação

Oferta limitada no mercado spot sustentou a alta do trigo. Produtores continuaram retendo estoques à espera de cotações mais atrativas, enquanto moinhos com necessidade de reposição aceitaram pagar valores maiores para garantir abastecimento.

Outros produtos monitorados

Açúcar: baixo volume de negócios, leve ajuste positivo ao fim do mês.

Algodão: após quatro meses de alta, preços acomodaram com pressão de compradores e queda internacional.

Arroz: poucas oscilações no Rio Grande do Sul, refletindo equilíbrio entre oferta restrita e cautela das indústrias.

Boi gordo: leve recuo nos preços, apesar de estoques globais reduzidos e valores internacionais próximos às máximas; ritmo das exportações para a China influenciou o mercado interno.

Etanol: maior produção de cana e milho reduziu cotações de hidratado e anidro no primeiro trimestre da safra 2026/27.

Feijão: valores firmes em razão de menor área plantada e problemas climáticos, mas liquidez limitada.

Carne de frango: preços médios recuaram após dois meses de alta devido à desaceleração das vendas na segunda quinzena.

Ovinos: oferta reduzida em período de entressafra manteve valorização em diversas regiões.

Perspectivas

O Cepea avalia que, no segundo semestre, a evolução das colheitas, o comportamento do clima, o ritmo das exportações e a demanda interna e externa continuarão determinando a dinâmica de preços das principais commodities do agronegócio brasileiro.

Com informações de Portal do Agronegócio

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