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Flávio Dino mantém prisão de Deolane Bezerra e descarta liberdade de ofício

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Brasília — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu não conceder liberdade de ofício à influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa desde quinta-feira (21) em operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que apura lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em despacho assinado no sábado (23) e publicado neste domingo (24), Dino afirmou não enxergar “manifesta ilegalidade” na prisão preventiva determinada pela primeira instância. A defesa havia apresentado reclamação para anular a detenção, pedir prisão domiciliar ou a adoção de medidas cautelares alternativas.

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Argumentos do ministro

Segundo o magistrado, o instrumento processual usado pelos advogados não permite reexaminar provas ou fatos da investigação. Dino também ressaltou que recursos ainda podem ser apresentados às instâncias inferiores, motivo pelo qual considerou prematura qualquer intervenção do STF.

“Não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia capaz de justificar habeas corpus de ofício”, registrou o ministro.

Operação e acusações

Deolane foi alvo de mandado de prisão preventiva em investigação iniciada em 2019, após bilhetes apreendidos na Penitenciária II de Presidente Venceslau revelarem ordens internas do PCC. O inquérito aponta que uma transportadora de cargas, próxima ao complexo prisional, operava como fachada para movimentar recursos da facção.

Polícia Civil e Ministério Público sustentam que contas em nome da influenciadora receberam valores provenientes desse esquema, parte deles mediante depósitos fracionados em espécie para ocultar a origem criminosa do dinheiro. Os investigadores dizem que a notoriedade de Deolane era usada para dar aparência de legalidade aos recursos.

Ligações com a família de Marcola

Autoridades apontam como principal elo entre a influenciadora e Marcos Camacho, o Marcola, chefe do PCC, a sobrinha dele, Paloma Sanches Herbas Camacho, residente em Madri. Também são investigados parentes do líder da facção e o operador financeiro Everton de Souza, conhecido como Player.

Risco de fuga e antecedentes

A Justiça justificou a prisão preventiva citando risco de evasão: Deolane retornou ao Brasil um dia antes da operação, após temporada na Europa, enquanto parentes de Marcola deixaram o país durante as apurações. O nome da influenciadora chegou a constar na Difusão Vermelha da Interpol.

Esta é a segunda vez que ela é presa em menos de dois anos. Em 2025, a Polícia Civil de Pernambuco já havia investigado suposta lavagem de dinheiro envolvendo apostas on-line, apontando investimentos de R$ 65 milhões em carros e imóveis de luxo.

Posicionamento da defesa

Deolane nega participação no esquema e afirma que recebeu R$ 24 mil por serviços advocatícios a um cliente. “A justiça vai ser feita”, declarou após a prisão.

Com a decisão de Flávio Dino, o caso segue sob responsabilidade da Justiça paulista, onde ainda cabem recursos da defesa.

Com informações de G1

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