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Futuros de Nova York avançam após semana de queda e alta da tensão no Oriente Médio

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Os contratos futuros dos principais índices de Wall Street operam em alta na manhã desta segunda-feira (20), sinalizando tentativa de recuperação depois de uma semana negativa para as bolsas norte-americanas. O movimento ocorre em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, fator que mantém a volatilidade no mercado de energia.

Desempenho dos índices

Na abertura dos negócios eletrônicos, o Dow Jones Futuro subia 0,17%, o S&P 500 Futuro avançava 0,30% e o Nasdaq Futuro ganhava 0,55%.

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Na semana passada, o S&P 500 recuou 1,6%, o Nasdaq Composite caiu 2,9% e o Dow Jones perdeu 0,9%, pressionados pela realização de lucros em ações de tecnologia e semicondutores.

Geopolítica e petróleo

Os Estados Unidos conduziram no domingo a nona noite consecutiva de ataques contra alvos no Irã, numa ofensiva destinada a limitar a capacidade de Teerã de ameaçar navios comerciais no Estreito de Ormuz, rota que concentra parte expressiva do transporte global de petróleo. O aumento das hostilidades reforça temores de interrupções na oferta de energia.

Os preços do petróleo operavam mistos: o Brent subia 0,32%, a US$ 88,38 o barril, enquanto o WTI recuava 0,21%, a US$ 82,32 o barril.

Temporada de balanços

Investidores acompanham a divulgação de resultados corporativos nos Estados Unidos. Alphabet e Tesla, integrantes do grupo conhecido como “Sete Magníficas”, publicam seus números após o fechamento da quarta-feira. A Intel, cujos papéis caíram 13% na última semana, apresenta balanço na quinta-feira.

Mercados internacionais

Na Europa, as bolsas operavam sem direção clara. O índice STOXX 600 subia 0,02% com o setor de petróleo e gás liderando os ganhos (+1,48%), seguido por tecnologia (+0,52%). Entre os principais mercados, o DAX registrava alta de 0,12%, o CAC 40 avançava 0,11%, o FTSE 100 caía 0,35% e o FTSE MIB ficava estável.

No cenário político britânico, Andy Burnham assume hoje como primeiro-ministro, substituindo Keir Starmer e tornando-se o quinto premiê do Reino Unido em quatro anos.

Na Ásia-Pacífico, os índices encerraram o pregão sem rumo único. O Shanghai Composite subiu 0,85%, o Hang Seng avançou 2,36% e o Nikkei despencou 4,03%. Na Coreia do Sul, a forte queda do Kospi acionou um mecanismo de negociação paralela, interrompendo temporariamente as operações; o índice terminou em baixa acentuada. O Nifty 50 da Índia recuou 0,39% e o ASX 200 da Austrália perdeu 0,06%.

Commodities e criptoativos

O minério de ferro na Bolsa de Dalian fechou em queda de 0,39%, a 758 iuanes (US$ 111,91) a tonelada, pressionado pela demanda sazonalmente mais fraca por aço na China e pela redução das margens das siderúrgicas. Já o Bitcoin cedia 0,32% em 24 horas, cotado a US$ 64.173,62.

Os investidores seguem atentos ao desenrolar das tensões no Oriente Médio e aos balanços corporativos, fatores que devem continuar a ditar o ritmo dos mercados nos próximos dias.

Com informações de InfoMoney

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