Os planos exclusivamente odontológicos somaram 36,2 milhões de beneficiários em maio de 2026, crescimento de 4,4% em 12 meses, segundo a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB nº 119) do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O aumento é quase três vezes superior ao registrado pelos planos médico-hospitalares, que avançaram 1,5% no mesmo período e encerraram maio com 53,1 milhões de usuários.
Contratos coletivos lideram expansão
O avanço dos planos odontológicos permanece concentrado nos contratos coletivos, que reúnem 30,4 milhões de pessoas e respondem por 84% do mercado. Dentro desse grupo, os acordos empresariais representam quase 90% dos vínculos. Já as modalidades individuais ou familiares encolheram 8,5% em um ano, enquanto os coletivos cresceram 7,3%.
Para Denizar Vianna, superintendente executivo do IESS, a trajetória reforça a relevância dos benefícios corporativos, dinâmica semelhante à observada no setor médico-hospitalar. Nesse segmento, os planos coletivos mantêm fatia de 84,1% da carteira total e aumentaram 2,2% no período de 12 meses; os planos individuais caíram 2,3%.
Faixa etária dos beneficiários
Os perfis etários também diferem entre os dois tipos de cobertura. Nos planos médico-hospitalares, o grupo com 59 anos ou mais registrou a maior expansão, de 3% em um ano. Nos planos odontológicos, o crescimento foi puxado por crianças e adolescentes (5,2%) e por adultos de 19 a 58 anos (6,2%). Já a participação dos beneficiários com 59 anos ou mais caiu 7,4% nesse segmento.
São Paulo concentra maior carteira
O estado de São Paulo segue como principal mercado de planos odontológicos do país, com 12,2 milhões de beneficiários. Em 12 meses, foram 578,4 mil novos contratos, maior acréscimo absoluto entre as unidades da federação. Na assistência médico-hospitalar, o estado também liderou a expansão nacional, adicionando 396,7 mil usuários no período.
As informações reforçam a tendência de crescimento acelerado dos planos odontológicos, impulsionados sobretudo pelas políticas de benefícios oferecidas pelas empresas.
Com informações de InfoMoney

