Peixe (TO) – Moradores, produtores rurais e motoristas que trafegam pela região da Lagoa do Romão, na margem direita do Rio Tocantins, enfrentam há meses uma combinação de estradas vicinais sem manutenção e a ausência de uma balsa que, há dois anos, deixou de fazer a travessia do rio. O cenário compromete o escoamento de grãos, o transporte escolar e o acesso a serviços básicos.
Estradas em estado crítico
A intensificação do tráfego de carretas durante a colheita de soja e milho agravou os problemas nas vias não pavimentadas. Quebras mecânicas são frequentes, elevando o custo do frete e atrasando entregas. “Estou chegando agora na Lagoa do Romão e tem um caminhão carregado de soja que arrancou a ponta de eixo; estamos tentando consertar”, relatou um morador.
Produtores destacam que investem em tecnologia e insumos para tornar a área um polo agrícola, mas esbarram na falta de infraestrutura. “Estamos produzindo riqueza em cima de poeira e lama”, afirmou um agricultor local.
Travessia interrompida
Desde que a balsa que ligava as duas margens do Rio Tocantins deixou de operar, a população precisa percorrer um desvio que aumenta o trajeto em mais de 50 quilômetros até a sede do município. O prolongamento do percurso afeta:
- Educação: ônibus escolares sofrem atrasos e enfrentam riscos diários;
- Saúde: o tempo de resposta a emergências médicas praticamente dobra;
- Economia: o custo logístico reduz a competitividade dos produtos locais.
Impacto eleitoral e social
A margem direita concentra diversas famílias que dependem de serviços públicos básicos e que, diante do cenário atual, sentem-se desassistidas. Em ano de definição de prioridades municipais, moradores cobram um cronograma para a recuperação da malha viária e a retomada da operação da balsa.
O debate sobre a infraestrutura na região deve permanecer em pauta enquanto comunidade e setor produtivo aguardam resposta do poder público.
Com informações de Atitude Tocantins

