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Erling Haaland vira fenômeno digital na China durante a Copa do Mundo de 2026

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As atuações de Erling Haaland pela seleção da Noruega na Copa do Mundo de 2026 transformaram o centroavante em um dos nomes mais comentados nas redes sociais chinesas. Entre junho e julho, o camisa 9 do Manchester City conquistou milhões de seguidores em plataformas como Weibo e Douyin, enquanto hashtags relacionadas ao atleta ultrapassaram centenas de milhões de visualizações, de acordo com o The New York Times.

De “Ha Bao” a memes virais

Entre os torcedores chineses, o jogador ganhou o apelido carinhoso de “Ha Bao”, ou “Bebê Ha”. A combinação entre força em campo e personalidade bem-humorada fora dele motivou a criação de montagens, músicas e vídeos que rapidamente se espalharam pelo ecossistema digital local. O conteúdo segue a lógica dos memes chouxiang (“abstratos”), populares no país por retratar personagens excêntricos.

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Campanha publicitária abriu caminho

Antes mesmo do início do torneio, Haaland apareceu em um comercial da marca chinesa de chá de ervas Walovi. No vídeo, ele cospe fogo enquanto segura grandes espetos de churrasco, aludindo ao conceito de shanghuo — sensação de “calor excessivo” segundo a medicina tradicional chinesa — e, em seguida, toma a bebida para se refrescar. A peça publicitária ajudou a apresentar o atacante a um público mais amplo no país.

Sete gols e quartas de final

Dentro de campo, o norueguês marcou sete vezes nas primeiras partidas da Copa e liderou a melhor campanha da história recente da Noruega, encerrada nas quartas de final com derrota para a Inglaterra. Depois da eliminação, Haaland declarou que o torneio mudou sua visão sobre o futebol internacional e destacou o orgulho de colocar a Noruega em evidência.

Estrategista de mercado

A empresária do atleta, a brasileira Rafaela Pimenta, afirmou ao The Athletic que a entrada de Haaland no mercado chinês faz parte de um plano traçado após a consolidação da imagem do jogador nos Estados Unidos. A presença on-line foi reforçada por parcerias comerciais e pela produção constante de conteúdo voltado a fãs do país asiático.

Vídeos gerados por inteligência artificial, como o que exibe o atacante supostamente assustado com o próprio reflexo — checado pela Agence France-Presse como montagem — extrapolaram as fronteiras chinesas e passaram a circular também no Ocidente, ampliando ainda mais a projeção do jogador.

Com a combinação de gols, campanhas publicitárias e presença ativa nas redes, Haaland consolidou-se como ídolo pop em um dos maiores mercados digitais do mundo, mesmo sem a participação da seleção chinesa na Copa.

Com informações de Exame

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