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Entressafra desacelera mercado de trigo; oferta limitada mantém preços firmes no Brasil

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O mercado brasileiro de trigo atravessa a entressafra com negócios reduzidos e baixa liquidez. A oferta de lotes de melhor qualidade permanece restrita, enquanto moinhos evitam grandes aquisições diante da dificuldade de repassar custos para a farinha. Mesmo com estoques curtos, a proximidade da nova safra e a expectativa de boa produtividade inibem avanços mais expressivos nas cotações.

Preços internos sobem moderadamente

Na última semana, as cotações registraram leve recuperação:

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  • Paraná: alta de 1,4%, para cerca de R$ 1.417 por tonelada FOB.
  • Rio Grande do Sul: avanço de 0,8%, alcançando aproximadamente R$ 1.295 por tonelada FOB.

Segundo especialistas da Safras & Mercado, a oferta enxuta sustenta o mercado, mas o bom desenvolvimento das lavouras limita maiores valorizações.

Safra 2026/27 indica estabilidade

Para a próxima temporada, os preços permanecem próximos dos atuais. Nos Campos Gerais (PR), as indicações giram em torno de R$ 1.400 por tonelada CIF, refletindo equilíbrio entre oferta prevista e demanda da indústria.

Cenário externo volátil

Na Argentina, principal fornecedor do Brasil, o trigo FOB subiu 1,3%, para cerca de US$ 238 por tonelada. Para embarques em dezembro, as referências variam de US$ 220 a US$ 230 por tonelada, influenciadas por incertezas na oferta global, demanda internacional e câmbio.

Importações seguem moderadas

O line-up brasileiro da temporada 2025/26 soma 4,503 milhões de toneladas entre setembro de 2025 e julho de 2026, ligeiramente abaixo das 4,528 milhões de toneladas efetivamente importadas no ciclo anterior. Há um ano, o volume programado era de 5,308 milhões de toneladas.

Nordeste e Sudeste concentram desembarques

Os cinco principais estados importadores respondem por cerca de 79% do total previsto:

  • Ceará: 1,040 milhão de t (23,1%)
  • São Paulo: 954,4 mil t (21,2%)
  • Pernambuco: 596 mil t (13,2%)
  • Bahia: 509,7 mil t (11,3%)
  • Rio de Janeiro: 439,8 mil t (9,8%)

Dezembro lidera entradas na temporada

Entre os meses da temporada 2025/26, dezembro concentra o maior volume, com 610 mil toneladas. Em 2026, a distribuição prevista é:

  • Janeiro: 360 mil t
  • Fevereiro: 393 mil t
  • Março: 274 mil t
  • Abril: 439 mil t
  • Maio: 286 mil t
  • Junho: 418 mil t
  • Julho: 357 mil t

A tendência é de que as negociações continuem contidas nas próximas semanas. Estoques enxutos, compradores cautelosos e expectativa positiva para a safra nova mantêm os preços firmes, mas sem espaço para grandes altas. O andamento da colheita, o volume de importações e o comportamento do mercado internacional devem definir o rumo das cotações no segundo semestre.

Com informações de Portal do Agronegócio

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