Oferecer o acesso à academia deixou de ser suficiente. Levantamento inédito da Maximum Boxing indica que o grande desafio das companhias brasileiras, em 2024, é transformar o benefício em prática constante de atividade física.
O que as empresas oferecem hoje
A pesquisa mostra que o incentivo financeiro para academias ou atividades esportivas é o benefício mais comum, citado por 31,4% das organizações. Em seguida aparecem:
- Parcerias com aplicativos de treino – 22%
- Desafios de passos ou corrida – 18,6%
- Flexibilização de horários para exercícios – 17,8%
Nenhuma dessas iniciativas, porém, atinge um terço dos entrevistados, sinal de que o mercado ainda experimenta diversos formatos sem estratégia predominante.
Do incentivo ao hábito
Segundo William Ferraz, coordenador da Maximum Boxing, as empresas passaram a focar em mecanismos de continuidade, como acompanhamento de evolução individual, metas coletivas e programas de engajamento. “Quando o colaborador enxerga resultados e progride, encontra mais estímulos para manter a rotina de exercícios”, afirma.
Saúde mental no centro da discussão
A virada coincide com a atenção crescente à qualidade de vida no trabalho. Dados da Gallup mostram que funcionários que se sentem reconhecidos têm 45% menos chance de procurar outro emprego, apresentam menos estresse e maior bem-estar. Em paralelo, informações da Gupy, baseadas na Previdência Social, revelam recorde de mais de 540 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024.
Com a atualização da NR-1, torna-se obrigatório identificar e gerenciar riscos psicossociais. Nesse cenário, incentivar a prática esportiva passa a fazer parte de uma estratégia ampla para reduzir estresse, aumentar engajamento e reter talentos.
Uso massivo de aplicativos de treino
O estudo aponta que 70% dos brasileiros utilizaram aplicativos de atividade física pelo menos uma vez por semana nos últimos 12 meses. Os mais citados foram Smart Fit (33%), Strava (29,8%) e Google Fit (23,8%).
Entre as principais motivações estão criar e manter rotina de exercícios (56,4%), acompanhar evolução física (55,8%) e melhorar desempenho (53,8%).
Satisfação em queda
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 revela diminuição na satisfação dos brasileiros com programas de bem-estar das empresas: de 41% para 29% entre 2024 e 2025. O dado reforça que, mais do que oferecer benefícios, é preciso garantir resultados tangíveis para os colaboradores.
À medida que desafios em grupo, metas compartilhadas e monitoramento de performance ganham espaço, a atividade física deixa de ser iniciativa isolada e passa a fazer parte da cultura interna das corporações.
Com informações de InfoMoney

