A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) e empresas que prestam serviço à rede pública refutaram suspeitas de irregularidade em contratos e pagamentos a fornecedores citados em investigações sobre repasses a intermediários ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Posicionamento da Secretaria de Saúde
Em nota, a SES-GO afirmou que a contratação de fornecedores é responsabilidade exclusiva das organizações sociais que administram as unidades, cabendo à pasta apenas fiscalizar metas, indicadores e a correta aplicação dos recursos. A secretaria disse manter monitoramento permanente, inclusive com participação de delegado da Polícia Civil, e ressaltou ter encaminhado denúncias anteriores aos órgãos de controle, o que, segundo a pasta, reforça a política de “tolerância zero” contra mau uso de verbas públicas.
Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed)
Gestor de hospitais estaduais, o Imed declarou que todos os contratos passaram por chamamento público e seguem metas verificáveis. A entidade assegurou que desconhece eventuais atos ilícitos de terceiros e explicou que a advogada Maria Caroline Lazarini Dias presta assessoria jurídica, sem ocupar cargo de direção na organização social.
Lide Campinas
O grupo empresarial informou que os nomes citados integraram seu comitê consultivo de forma voluntária antes do início das apurações e que a atuação da entidade segue critérios de transparência e legalidade.
L2D Telemedicina
A empresa, há mais de uma década no setor de telemedicina, alegou que todos os contratos respeitam normas técnicas e legais. Disse não ter acesso integral aos autos, que tramitam sob sigilo, e, por isso, não pôde detalhar datas ou valores. A companhia reiterou que não praticou atos que comprometam sua reputação.
Mediplus Serviços Médicos
Prestadora de serviços médicos em várias regiões do país, a Mediplus assegurou que seus contratos estão disponíveis em portais de transparência e que sua atuação segue princípios legais. A empresa afirmou não manter relação pessoal ou comercial com o governador Ronaldo Caiado e classificou o vínculo com a advogada mencionada como estritamente profissional.
Medic360 Serviços Médicos
A Medic360 declarou não ser alvo de investigação e desconhecer qualquer envolvimento ilícito de empresas ou pessoas citadas. Afirmou que todos os contratos obedecem termos de referência técnicos e estão publicados para consulta pública.
Empresário e TL2 Soluções
O empresário Thiago Telles e a empresa TL2 Soluções, também mencionados nas reportagens, não apresentaram esclarecimentos até a publicação desta matéria.
Com a série de negativas, tanto o governo estadual quanto as empresas envolvidas afirmam que seguem colaborando com autoridades fiscalizadoras e mantêm a legalidade de suas operações.
Com informações de Metrópoles

