O aumento expressivo dos casos de diabetes no Brasil — 135% entre 2006 e 2025, segundo o sistema Vigitel do Ministério da Saúde — acende o alerta para complicações graves da doença. Entre elas, está o comprometimento dos rins, que pode evoluir para insuficiência renal crônica quando a taxa de glicose permanece elevada.
O nefrologista Jadilson Pereira Júnior, do Hospital São Lucas Copacabana, explica que a hiperglicemia danifica os glomérulos, estruturas responsáveis por filtrar o sangue. “Com o dano progressivo, os rins perdem a capacidade de remover toxinas e excesso de líquidos”, afirma o médico. Esse processo, conhecido como nefropatia diabética, costuma ser silencioso nas fases iniciais.
Exames essenciais
Para detectar precocemente o problema, o especialista recomenda monitorar a creatinina sanguínea e a presença de albumina na urina. Alterações nesses parâmetros indicam possível comprometimento renal, mesmo antes do aparecimento de sintomas.
Sinais de alerta
Com a progressão da doença, podem surgir:
- inchaço em pernas, tornozelos e região dos olhos;
- diminuição ou alteração do volume urinário;
- urina espumosa;
- cansaço excessivo, falta de apetite, náuseas e sabor metálico na boca.
Prevenção e cuidados
Além do controle rigoroso da glicemia, o médico destaca medidas como reduzir o consumo de sal, evitar o tabagismo e manter a pressão arterial sob controle. A prática regular de atividade física, o controle do peso corporal e o uso responsável de medicamentos — especialmente anti-inflamatórios, que podem agredir os rins — completam a lista de recomendações.
Segundo Pereira Júnior, a combinação de exames periódicos e mudanças no estilo de vida é decisiva para impedir a evolução da nefropatia diabética e preservar a função renal.
Com informações de Metrópoles

