O levantamento mensal da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) mostrou trajetórias opostas nos custos de produção em junho: enquanto o frango de corte ficou mais caro no Paraná, o suíno vivo registrou leve redução em Santa Catarina.
Frango de corte mais caro no Paraná
No principal Estado produtor de carne de frango do país, o custo para produzir um quilo da ave alcançou R$ 4,71, aumento de 0,55% frente a maio. Com isso, o Índice de Custo de Produção do Frango (ICPFrango) somou 364,12 pontos.
De janeiro a junho, o indicador acumula alta de 1,09%. Já na comparação com os últimos 12 meses, há recuo de 0,35%.
A ração segue respondendo por 62,34% do custo total, mas recuou 0,55% em junho e 3,78% em um ano. O principal fator de pressão foi o preço dos pintainhos de um dia, item responsável por 19,83% das despesas, que subiu 4,53% no mês e 10,82% em 12 meses.
Suinocultura alivia despesas em Santa Catarina
Já em Santa Catarina, referência nacional na produção de suínos, o custo do quilo de suíno vivo caiu de R$ 6,23 para R$ 6,21 entre maio e junho, baixa de 0,36%. O Índice de Custo de Produção de Suínos (ICPSuíno) fechou o mês em 355,05 pontos.
No semestre, o indicador acumula retração de 4,22% e, em 12 meses, de 0,74%.
A alimentação continua sendo o maior peso na atividade, representando 72,60% das despesas. A ração cedeu 0,14% em junho e acumula queda de 2,97% no ano.
Metodologia e atualizações
Paraná e Santa Catarina são as bases de cálculo dos índices da CIAS por concentrarem os maiores polos de frango de corte e suínos do país. A central também divulga custos para Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com atualização mensal na Região Sul e trimestral nos demais Estados.
Em abril de 2026, os coeficientes zootécnicos de Goiás e Minas Gerais foram revisados; os novos parâmetros passaram a valer nas publicações desde junho, conferindo maior aderência às condições atuais de produtividade.
Mesmo com a queda nos gastos da suinocultura e a relativa estabilidade da ração, o avanço no preço dos pintainhos evidencia que diferentes insumos continuam impactando a rentabilidade das cadeias de proteína animal.
Com informações de Portal do Agronegócio

