Os Correios lançaram, nesta quinta-feira (20/8), um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV) para enxugar custos e ajustar a estrutura da empresa. A iniciativa surge depois de a edição anterior ter recebido menos adesões do que o previsto.
Meta não alcançada no PDV anterior
O primeiro programa estimava cerca de 10 mil desligamentos, mas apenas 3 mil empregados aderiram. O número foi considerado insuficiente para gerar a redução desejada na folha salarial, obrigando a estatal a rever as estratégias de incentivo.
Nova proposta
Batizado de PDV-E/2026, o novo plano pretende corrigir limitações verificadas na versão passada e ampliar a participação dos trabalhadores. Internamente, o instrumento é tratado como fundamental para dar mais flexibilidade à estrutura de pessoal, reduzindo gradualmente o gasto com salários e benefícios.
Contexto de reestruturação
A iniciativa integra um pacote mais amplo de medidas adotadas pelos Correios para equilibrar as contas. O setor postal enfrenta queda relativa no envio de correspondências tradicionais e aumento da concorrência no mercado de encomendas e comércio eletrônico.
Além dos programas de desligamento, a estatal revisa contratos, reorganiza unidades operacionais, avalia a venda de ativos e recorreu a empréstimo com garantia do Tesouro Nacional para reforçar o caixa.
Com a nova rodada de adesões voluntárias, a empresa espera acelerar o ajuste no quadro de pessoal e adequar sua operação às mudanças do mercado.
Com informações de Metrópoles

