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Comissão mista é instalada no Congresso para avaliar MP que endurece piso mínimo do frete

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Brasília – O Congresso Nacional instala nesta terça-feira (9) a comissão mista responsável por examinar a Medida Provisória (MP) que reforça as exigências para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas.

Designado relator, o deputado Zé Trovão (PL-SC) terá a missão de elaborar o parecer sobre a proposta. A MP precisa ser aprovada pelos plenários da Câmara e do Senado até 16 de julho de 2026 para não perder validade.

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Punições previstas

O texto prevê sanções mais severas para empresas que pagarem valores abaixo da tabela definida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Entre as penalidades estão:

  • Multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação em caso de reincidência;
  • Suspensão cautelar do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC);
  • Cancelamento do registro e proibição de atuar no setor por até dois anos em faltas consideradas graves.

Contratantes (embarcadores) também podem ser punidos com multas e impedimento temporário de contratar novos fretes.

Contexto da medida

A MP foi editada em março, após a alta no preço do diesel provocada pela escalada dos conflitos no Oriente Médio. O governo argumenta que a iniciativa busca garantir que os valores pagos cubram os custos operacionais mínimos.

Instituída em 2018, durante a greve nacional dos caminhoneiros, a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas determina reajuste da tabela sempre que o preço do diesel variar mais de 5% para cima ou para baixo — o chamado “gatilho”.

Articulação com a categoria

Na véspera da instalação da comissão, os ministros José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) receberam representantes de caminhoneiros no Palácio do Planalto. A categoria cobra agilidade na tramitação.

Contestação no STF

Logo após a publicação da MP, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) ingressou no Supremo Tribunal Federal com ação direta de inconstitucionalidade, alegando que o tabelamento do frete viola princípios constitucionais.

Relatório em elaboração

Zé Trovão afirma manter diálogo com governo e setor produtivo e diz trabalhar há dois meses na elaboração de seu parecer. “O tempo é exíguo, mas o relatório está bem encaminhado”, declarou.

A comissão mista deverá definir agora o cronograma de audiências e votações para encaminhar o texto aos plenários.

Com informações de G1

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