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Brasil apresenta proposta de pacto do Mercosul contra o feminicídio

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O governo brasileiro sugeriu a criação de um acordo regional voltado ao combate ao feminicídio durante a reunião de ministras e altas autoridades da Mulher do Mercosul, realizada na última sexta-feira (22) em Assunção, Paraguai. A proposta foi exposta pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT), que defendeu a união dos países do bloco em ações conjuntas de prevenção, proteção e acesso à Justiça para mulheres em situação de violência.

Estratégia regional integrada

Segundo a ministra, o pacto pretende articular políticas comuns, respeitando as legislações nacionais, mas com mecanismos de cooperação entre os governos. “Há uma possibilidade grande de que nós tenhamos um pacto do Mercosul contra o feminicídio. Isso vai, mais uma vez, nos unificar numa agenda que é prioritária”, afirmou Lopes.

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Delegações de outros países demonstraram apoio inicial. O Uruguai indicou que manterá o tema em pauta ao assumir a presidência temporária do Mercosul, enquanto a Argentina informou que ainda fará análise interna.

Medidas brasileiras para proteção digital

No encontro, a comitiva brasileira detalhou ações anunciadas ao longo da semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reforçar a segurança de mulheres na internet. Entre as iniciativas estão:

  • criação de canal específico nas plataformas digitais para denúncias de divulgação de nudez — verdadeira ou falsa — com prazo máximo de duas horas para remoção após notificação;
  • ajuste de algoritmos para reduzir o alcance de ataques coordenados contra mulheres, como os direcionados a jornalistas;
  • proibição de ferramentas de inteligência artificial que gerem imagens íntimas falsas;
  • obrigação de informar, no canal de denúncia, o número 180, central de atendimento oficial do governo.

Novas leis de proteção

Lula também sancionou três leis que endurecem a resposta à violência doméstica. As medidas incluem:

  • criação do Cadastro Nacional de Agressores e afastamento imediato do agressor do lar;
  • ampliação das situações que justificam o afastamento, como violência psicológica, moral, patrimonial, vingança pornográfica e divulgação de informações falsas;
  • alteração da Lei de Execução Penal para permitir a transferência do agressor a outro presídio — inclusive federal — quando houver ameaças ou reincidência de violência contra a vítima ou familiares.

A proposta de pacto regional seguirá para discussões técnicas antes de eventual formalização pelos países membros do Mercosul.

Com informações de G1

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