O mercado brasileiro de arroz encerrou a semana de 11 de setembro de 2026 com cotações ainda firmes, porém com reajustes mais contidos. A oferta limitada e a retenção de estoques pelos produtores sustentam os valores, enquanto a demanda industrial mais fraca reduz a pressão compradora.
Oferta curta mantém sustentação
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, produtores capitalizados continuam fora das negociações, liberando apenas volumes pontuais quando precisam de caixa ou recebem propostas consideradas atrativas. Esse comportamento restringe a disponibilidade nas principais regiões produtoras e impede recuos mais fortes nos preços.
Indústrias compram menos após repor estoques
Na ponta oposta, parte das beneficiadoras diminuiu a aquisição de arroz em casca depois de recompor seus estoques nas semanas anteriores. A menor necessidade imediata de reposição fez com que essas empresas atuassem com maior cautela, reduzindo a intensidade das altas, mas sem indicar excesso de matéria-prima.
Concorrência do Centro-Oeste
A entrada de indústrias do Centro-Oeste aumenta a disputa por lotes e pode pressionar as cotações, principalmente em áreas onde a oferta já é restrita. Caso a demanda retome força antes de maiores liberações por parte dos produtores, os preços poderão voltar a subir com mais ímpeto.
Indicador Safras se aproxima de R$ 82
O Indicador Safras para arroz em casca no Rio Grande do Sul (rendimento de 58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) fechou a quinta-feira a R$ 81,56 por saca de 50 quilos. O valor representa alta de 1,22% na semana, 11,95% no mês e 22,46% em relação ao mesmo período de 2025.
Diante da combinação de oferta enxuta e demanda industrial contida, o mercado tende a manter preços elevados, mas com possíveis oscilações nas próximas semanas, a depender do volume colocado à venda pelos produtores e do ritmo de compra das indústrias.
Com informações de Portal do Agronegócio

