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Oferta curta e demanda externa elevam preço do milho no Brasil

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São Paulo, 28 de agosto de 2026 – O milho fechou a semana valorizado no mercado brasileiro. A média nacional subiu 3,37% e atingiu R$ 66,17 por saca, reflexo da limitação nas vendas por parte dos produtores, da melhora na relação de exportação e do avanço das cotações em Chicago.

Produtores seguram oferta, compradores recuam

Levantamento da Safras & Mercado indica que vendedores reduziram a fixação de lotes, apostando em preços mais altos nos próximos meses. A postura se apoia no ganho dos contratos futuros e na paridade externa favorável. Do lado da demanda, vários consumidores mantêm estoques confortáveis e resistem a pagar valores maiores, embora em São Paulo já haja maior procura em razão da menor disponibilidade imediata.

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Variações regionais de preço

Entre 21 e 27 de agosto, os avanços mais acentuados ocorreram em:

  • Rio Verde (GO): +10,17%, de R$ 59 para R$ 65/saca;
  • Rondonópolis (MT): +8,06%, de R$ 62 para R$ 67/saca;
  • Mogiana (SP): +6,25%, de R$ 64 para R$ 68/saca;
  • Campinas (SP) – mercado CIF: +5,71%, de R$ 70 para R$ 74/saca.

Uberlândia (MG) avançou 1,59%, de R$ 63 para R$ 64, enquanto Cascavel (PR) permaneceu em R$ 63 e Erechim (RS) seguiu em R$ 70 por saca.

Colheita da segunda safra continua

Os trabalhos de campo prosseguem em ritmo satisfatório na maior parte do país, mas São Paulo e Minas Gerais ainda têm volumes significativos por colher. Mesmo com a entrada do milho safrinha, a retração dos produtores mantém a oferta imediata restrita e ajuda a sustentar as cotações.

Chicago atinge pico desde julho de 2023

Nos Estados Unidos, contratos futuros de milho alcançaram o maior nível em mais de um ano. O movimento reflete preocupações com a produtividade das lavouras norte-americanas, afetadas por chuvas irregulares e calor intenso, além do conflito Rússia-Ucrânia e da seca na Europa, que também pressionam o quadro global de oferta.

Exportações brasileiras em agosto

Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram embarques de 3,433 milhões de toneladas nos 15 primeiros dias úteis do mês, média diária de 228,923 mil toneladas. A receita somou US$ 745,065 milhões, ou US$ 49,671 milhões por dia, com preço médio de US$ 217/t. Em relação a agosto de 2025, a receita diária caiu 23%, o volume recuou 29,8% e o preço médio subiu 9,6%.

Perspectivas

A combinação de oferta física limitada, sinais positivos no mercado internacional e estratégia dos produtores de postergar vendas tende a manter as cotações firmes. A liquidez, porém, deve seguir restrita enquanto compradores avaliam estoques e acompanham o avanço da colheita em São Paulo e Minas Gerais.

Com informações de Portal do Agronegócio

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