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Soja atinge R$ 155 nos portos após avanço em Chicago e preocupação com safra dos EUA

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São Paulo, 21 de agosto de 2026 – A cotação da soja encerrou a semana em forte alta no Brasil, refletindo o avanço de mais de 3% dos contratos futuros na Bolsa de Chicago (CBOT) e a manutenção de prêmios firmes nos terminais de exportação.

Mercado interno reage

Nas principais praças produtoras, a saca de 60 quilos subiu até R$ 8:

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  • Passo Fundo (RS): de R$ 140 para R$ 147;
  • Cascavel (PR): de R$ 136 para R$ 144;
  • Rondonópolis (MT): de R$ 133 para R$ 138.

No Porto de Paranaguá, referência das exportações brasileiras, o preço avançou de R$ 147 para R$ 155 por saca, impulsionado pela valorização externa e pela demanda firme.

Chicago acumula ganho semanal

O contrato novembro, o mais negociado na CBOT, registrou alta semanal de 3,05%, fechando a US$ 12,32 por bushel. O mercado repercutiu os primeiros dados do tour de campo da Pro Farmer, que apontaram produtividade inferior às expectativas iniciais nos Estados Unidos.

Demanda chinesa e oferta norte-americana

Pesaram ainda no movimento de alta:

  • importações chinesas de 1,11 milhão t de soja dos EUA em julho, 164% acima do volume de igual mês de 2025;
  • estoques mais baixos nos principais exportadores;
  • elevação dos preços do petróleo, próxima de 5% na semana, em meio a tensões no Oriente Médio;
  • insegurança climática diante de um possível El Niño.

Brasil segue líder nas vendas à China

A China comprou 9,78 milhões t de soja brasileira em julho (-5,9% sobre 2025), mas, no acumulado de janeiro a julho, os embarques somaram 44,53 milhões t, alta de 5,37%, mais de quatro vezes o volume originado dos EUA.

Projeções de exportação e estoques

A Safras & Mercado elevou a estimativa de exportações brasileiras em 2026 para 112,5 milhões t e de processamento interno para 63 milhões t. Com isso, os estoques finais podem recuar para 4,883 milhões t.

Para a safra 2026/27, a consultoria manteve a produção prevista em 180,089 milhões t. Considerando estoques iniciais, importações de 900 mil t e consumo total de 177,1 milhões t (exportações de 110 milhões t e esmagamento de 63,5 milhões t), os estoques finais podem alcançar 8,772 milhões t.

Perspectivas

Analistas apontam que o comportamento dos preços seguirá condicionado à evolução da safra norte-americana, às compras chinesas, ao câmbio e às condições climáticas no início do plantio brasileiro.

Com informações de Portal do Agronegócio

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