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Preços da laranja e do suco recuam no início da safra 2026/27

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São Paulo, 10 de agosto de 2026 – A arrancada da safra 2026/27 de citros no Brasil começa com forte ajuste para baixo nas cotações da laranja in natura destinada à indústria e do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) no mercado externo.

Oferta maior devolve equilíbrio ao mercado

Depois de recordes registrados em 2024, quando o setor enfrentou a segunda menor colheita em décadas, a produção mais volumosa de 2025/26 recompôs estoques industriais e reduziu a sensação de escassez. Segundo o Cepea, a caixa de 40,8 kg da laranja para processamento é negociada em torno de R$ 30,57, baixa próxima de 30% em 12 meses. Na Bolsa de Nova York, o contrato do FCOJ acumula retração de cerca de 40% no mesmo intervalo.

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Contratos blindam parte dos citricultores

Produtores com acordos de fornecimento celebrados nos anos de preços elevados ainda recebem valores superiores aos praticados no mercado spot, amenizando perdas. Mesmo assim, especialistas indicam que muitos desses contratos vêm sendo revistos para patamares mais baixos em relação a 2024, quando a caixa chegou a superar R$ 100 em alguns negócios.

Preços no varejo dos EUA seguem altos

A queda na matéria-prima não chegou ao consumidor norte-americano. Nas prateleiras dos Estados Unidos, o suco de laranja permanece perto de máximas históricas, pois boa parte da mudança de preço ficou concentrada nas etapas de processamento, envase, distribuição e varejo. Dados da Nielsen apontam recuo de 8,3% no volume vendido no país nas 52 semanas encerradas em julho de 2026.

Consumo migra para suco não concentrado

O suco NFC (Not From Concentrate) ganhou espaço e respondeu por 43% das exportações brasileiras em 2025/26, mais que o dobro da fatia observada há cerca de dez anos. A preferência por um produto percebido como mais natural abre oportunidades, mas exige frutas de melhor qualidade, linhas de processamento específicas e logística ampliada.

Chuvas afetam qualidade da fruta

Precipitações acima da média entre maio e julho retardaram a maturação nos pomares do cinturão citrícola, reduzindo o índice ratio – relação entre açúcares e acidez – e limitando temporariamente a oferta de laranja apta ao NFC.

Eficiência será determinante

Com preços em baixa, demanda internacional contida e maior exigência por qualidade, o setor inicia um ciclo em que tecnologia, manejo preciso e irrigação se tornam decisivos para sustentar a rentabilidade, enquanto propriedades menos tecnificadas podem enfrentar margens mais apertadas.

Com informações de Portal do Agronegócio

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