O mercado brasileiro de feijão apresentou comportamentos opostos nesta semana. A entrada dos primeiros volumes da terceira safra 2025/26 reduziu as cotações do feijão carioca, enquanto o feijão preto manteve preços sustentados em razão da oferta limitada de lotes Tipo 1.
Pressão sobre o feijão carioca
De acordo com levantamento da Safras & Mercado, compradores recuaram após o aumento da disponibilidade de feijão irrigado vindo, principalmente, de Goiás e Minas Gerais. Nos lotes de melhor padrão, classificados como “extra”, a queda semanal chegou a mais de 12%: o produto nota 9,5 passou de cerca de R$ 445 para R$ 390 por saca (CIF São Paulo). Em áreas produtoras, negociações que giravam em torno de R$ 400 caíram para patamares inferiores a R$ 350 no mercado FOB.
No interior paulista, lotes nota 9 ou superior foram indicados ao redor de R$ 375 por saca. Para as mesmas classificações, Triângulo Mineiro, Leste Goiano e regiões Sul/Sudoeste e Noroeste de Minas praticaram valores entre R$ 350 e R$ 370, enquanto o Noroeste de Goiás registrou cerca de R$ 340.
Feijões intermediários, notas 8 e 8,5, apresentaram as seguintes referências: R$ 344 no Sul/Sudoeste de Minas; entre R$ 330 e R$ 335 no interior de São Paulo e no Noroeste Goiano; R$ 325 a R$ 330 no Mato Grosso, Leste Goiano e Triângulo Mineiro; R$ 315 no Noroeste de Minas; e R$ 270 a R$ 275 no Sul do Paraná.
Feijão preto encontra suporte
A conclusão da segunda safra reduziu a chegada de novos lotes de feijão preto, especialmente dos grãos Tipo 1. A menor disponibilidade mantém vendedores firmes e evita recuos expressivos de preço, segundo o analista Evandro Oliveira, da Safras & Mercado.
Na Zona Cerealista de São Paulo, as melhores mercadorias foram comercializadas entre R$ 260 e R$ 270 por saca (CIF). Produtos de boa qualidade, mas fora do topo, ficaram entre R$ 240 e R$ 255. No mercado FOB, as indicações permaneceram estáveis: R$ 250 a R$ 255 no interior paulista, cerca de R$ 210 no Sul do Paraná e perto de R$ 205 no Oeste de Santa Catarina.
Próximos passos
Analistas acompanham a velocidade de liberação da terceira safra do feijão carioca e o ritmo de reposição dos empacotadores. Enquanto a oferta irrigada pressiona o carioca, o feijão preto pode continuar firme caso persista a escassez de grãos de melhor padrão.
Com informações de Portal do Agronegócio

