A Raízen comunicou nesta sexta-feira (17) que a B3 estendeu até 31 de março de 2027 o prazo para a empresa apresentar um plano de reenquadramento destinado a elevar o preço de suas ações preferenciais (RAIZ4), atualmente abaixo de R$ 1.
O prolongamento do limite foi formalizado em ofício da bolsa e dá sequência aos avisos divulgados pela companhia em 9 de dezembro de 2025 e 29 de maio de 2026, quando foi informado o descumprimento do valor mínimo exigido para negociação.
Pelas regras da B3, empresas cujos papéis permanecem por período prolongado inferiores a R$ 1 devem submeter um cronograma de medidas para evitar a condição de penny stock, caracterizada por maior volatilidade e menor liquidez.
Com a nova data, a Raízen afasta, por enquanto, o risco de deslistagem, mas precisa detalhar os procedimentos para adequação. Uma das alternativas tradicionalmente utilizadas por companhias nessa situação é o grupamento (reverse split) de ações, que eleva o preço unitário sem alterar a participação dos acionistas.
A empresa atravessa fase de reestruturação financeira e operacional após registrar prejuízos bilionários, nível elevado de endividamento e pressão sobre a geração de caixa. Entre as iniciativas recentes estão corte de investimentos, venda acelerada de ativos e a homologação de um Plano de Reestruturação Extrajudicial (PRE) para renegociar parte das dívidas. Também foi concluída a venda da operação na Argentina.
Apesar desses movimentos, os papéis da Raízen permanecem abaixo de R$ 1 desde dezembro de 2025, motivo que levou a companhia a solicitar a prorrogação do prazo. A empresa ressaltou que manterá o mercado informado sobre novos desdobramentos.
Com informações de Money Times

