Quem: Gianni Infantino, presidente da FIFA.
O que: percorreu cerca de 57,7 mil milhas em voos durante a atual edição da Copa do Mundo, distância comparável a duas voltas completas no equador.
Como: os deslocamentos foram realizados em um jato Gulfstream G650ER operado pela Qatar Airways, fretado pela FIFA. O cálculo foi feito pela Bloomberg a partir das menores rotas entre aeroportos, usando dados da plataforma de aviação JetSpy.
Onde: entre Canadá, Estados Unidos e México, países-sede do torneio.
Quando: entre 9 de junho e a final, marcada para 19 de julho.
Por quê: para assistir a quase metade das 104 partidas — número recorde após a ampliação da competição para 48 seleções.
Viagens em números
• 57.700 milhas correspondem a 23 trajetos entre Los Angeles e Nova York.
• O dia mais longo foi 26 de junho: mais de 5.500 milhas em quatro trechos (Miami-Dallas-Seattle-Miami).
• O itinerário pode custar mais de US$ 350 mil apenas em combustível e gerar mais de 700 toneladas de CO₂, segundo a empresa de aviação privada FlyUSA — emissão similar à pegada anual de 40 norte-americanos médios.
Presença constante
Infantino já compareceu a dois jogos em dias diferentes 13 vezes, algumas em cidades — e até países — distintos. Em 2022, no Catar, ele assistiu a todas as 64 partidas; agora, com 40 confrontos extras e três nações anfitriãs, o desafio logístico é maior.
Miami, onde o dirigente vive há dois anos, receberá seis partidas com sua presença, incluindo a decisão do terceiro lugar entre França e Inglaterra.
Repercussão e bastidores
Durante as transmissões, câmeras frequentemente focam o presidente da FIFA, gerando ocasionalmente vaias de torcedores. Entre as controvérsias, destaca-se a reversão da suspensão de um jogo aplicada ao atacante norte-americano Folarin Balogun, anulada após telefonema do ex-presidente Donald Trump a Infantino.
O mandatário também foi visto na estreia dos Estados Unidos contra o Paraguai ao lado do secretário de Estado Marco Rubio e do presidente paraguaio Santiago Peña.
Próximos passos da FIFA
Infantino afirmou à emissora suíça Blue Sport que a entidade estuda ampliar ainda mais a Copa de 2030, cogitando 64 seleções. O torneio será coorganizado por Marrocos, Portugal e Espanha. A eleição para um possível quarto mandato de Infantino à frente da FIFA ocorrerá em março, reunindo delegados de 211 federações.
Um porta-voz da FIFA preferiu não comentar o roteiro de viagens do presidente.
Com informações de InfoMoney

