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Fundo Eleitoral de 2026: PL salta para R$ 881,6 milhões e assume a maior fatia do recurso público

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O Partido Liberal (PL) receberá R$ 881,6 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) nas eleições de 2026, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor representa quase o triplo dos R$ 268,1 milhões recebidos em 2022 e corresponde a 17,7% dos R$ 4,96 bilhões reservados para o pleito.

Na sequência aparece o Partido dos Trabalhadores (PT), que terá direito a R$ 615,3 milhões — 23% acima da última eleição, quando a legenda administrou R$ 499,6 milhões. Juntos, PL e PT concentram 30,1% de todo o fundo.

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Seis maiores siglas ficam com 65% do total

Além de PL e PT, outras quatro legendas ultrapassam a marca de R$ 400 milhões:

  • União Brasil: R$ 526,2 milhões
  • PSD: R$ 421 milhões
  • PP: R$ 417 milhões
  • MDB: R$ 400 milhões

Somados, esses seis partidos ficarão com 65% dos recursos disponíveis, deixando 35% para outras 24 agremiações.

Regras de repartição

Criado em 2017, o FEFC substitui as doações empresariais proibidas pelo Supremo Tribunal Federal. O montante é liberado apenas em anos eleitorais e tem valor definido na Lei Orçamentária Anual. A divisão segue quatro critérios:

  • 2% igualmente entre todos os partidos registrados;
  • 35% de acordo com a votação total para a Câmara dos Deputados;
  • 48% proporcional ao número de deputados federais eleitos (já considerando fusões e incorporações);
  • 15% conforme a representação no Senado.

Siglas sem bancada no Congresso ficam restritas à cota de 2% distribuída igualmente.

Partidos que perderam espaço

Doze legendas registraram redução no percentual de recursos em relação a 2022, entre elas PV, Solidariedade, PCdoB, PSB, Rede, PSDB e Novo. O Agir foi o mais afetado: depois de receber R$ 23 milhões em 2022, terá acesso somente à quota mínima em 2026.

Mudanças no mapa partidário

Entre um pleito e outro, fusões e incorporações alteraram o cenário. PTB e Patriota uniram-se no Partido Renovação Democrática (PRD), enquanto o PROS foi absorvido pelo Solidariedade e o PSC passou a integrar o Podemos. Houve ainda mudanças de nome: o Partido da Mulher Brasileira (PMB) virou Democrata e o Partido da Mobilização Nacional (PMN) tornou-se Mobiliza.

A distribuição dos recursos será oficializada pelo TSE após o encerramento do prazo de registro de candidaturas para a eleição de 2026.

Com informações de G1

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