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BRB nega contrato com PicPay em operação que apura descontos indevidos nos contracheques

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O Banco de Brasília (BRB) afirmou nesta quarta-feira (data da operação) que não mantém contrato com o PicPay dentro do contexto investigado pela Operação Juros Zero, conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A ação busca esclarecer supostos descontos irregulares nos salários de servidores do Governo do Distrito Federal (GDF).

Em nota, o banco ressaltou que “não exerce ingerência sobre a contratação, as condições financeiras e o relacionamento entre servidor e a PicPay”, empresa responsável pela oferta dos serviços questionados. O BRB acrescentou que, nos empréstimos consignados firmados diretamente com a instituição, respeita “rigorosamente as margens e os limites estabelecidos pela legislação”.

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A instituição explicou ainda que a BRB Serviços integra o conglomerado, mas “não participa do fluxo de lançamento das consignações em relação ao PicPay”, conforme o Decreto nº 46.103/2024. O banco frisou que os fatos sob investigação “não dizem respeito à atual administração” e reforçou compromisso com integridade, conformidade e transparência, garantindo colaboração total com as autoridades.

Alvos e esquema investigado

Além do BRB e da BRB Serviços S.A., a operação tem como alvos a Secretaria de Economia do DF, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), o PicPay e a Associação dos Servidores Públicos do DF (ASDF).

De acordo com o MPDFT, a ASDF, que “não teria estrutura compatível com o volume monetário movimentado”, viu os descontos em contracheque saltarem de R$ 3 mil, em 2023, para R$ 1,49 milhão em 2025, crescimento de 48.000%.

As investigações indicam que códigos de plano de saúde eram usados para mascarar empréstimos com juros, muitas vezes sem a autorização dos servidores. Também foram identificadas práticas como a obtenção de senhas e tokens pessoais para inclusão dos descontos.

Segundo o Ministério Público, empresas como CBBRAZIL, PEAK e VEMCARD teriam atuado na mesma estrutura fraudulenta. Outras companhias e associações seguem sob apuração, e os promotores sustentam que o que já foi descoberto representa “apenas uma parcela ínfima das fraudes até então identificadas”. A VEMCARD é vinculada ao Grupo Fictor, envolvido anteriormente no escândalo do Banco Master.

Com informações de Metrópoles

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