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PT leva Flávio Bolsonaro ao TSE por vídeo com inteligência artificial e propaganda antecipada

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A Federação Brasil da Esperança — integrada por PT, PCdoB e PV — ingressou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. A coligação afirma que o parlamentar fez uso irregular de inteligência artificial e praticou propaganda eleitoral antecipada em um vídeo divulgado nas redes sociais em 17 de junho.

Conteúdo do vídeo

Na peça, gerada por IA, Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro são retratados como militares a bordo de um helicóptero. O personagem de Flávio dispara contra embarcações que exibem as siglas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho). Uma terceira lancha, marcada com “PT”, afasta-se quando é colocada na mira.

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Pedidos da federação

Os partidos solicitam ao TSE:

  • remoção imediata do vídeo de todas as plataformas;
  • suspensão de eventual impulsionamento da publicação;
  • aplicação de multa por supostas irregularidades eleitorais.

Na ação, a federação sustenta que o material viola as regras do período pré-eleitoral e pode induzir o eleitorado ao erro.

Posicionamento da pré-campanha

Em nota, a equipe de Flávio Bolsonaro afirma que o PT tenta “censurar” a peça e destaca que o vídeo traz aviso “transparente” informando ter sido produzido com inteligência artificial.

Normas do TSE para uso de IA

Em março, o TSE definiu diretrizes para o uso de inteligência artificial na campanha de 2026. O tribunal permite conteúdos criados por IA, desde que:

  • haja identificação clara de que o material é sintético e indicação da ferramenta utilizada;
  • sejam proibidos conteúdos de IA nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas seguintes;
  • plataformas de IA não recomendem ou ranqueiem candidatos;
  • publicações patrocinadas tragam sinalização inequívoca de impulsionamento.

As regras ainda vetam a criação de imagens de cunho sexual envolvendo candidatos, proíbem conteúdos que configurem violência política contra a mulher e estabelecem responsabilidade solidária dos provedores que não removerem, de imediato, materiais sintéticos irregulares.

Com informações de G1

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