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Ministro André Mendonça relata tentativa de delação “seletiva” no caso Master

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (16/6) que recebeu, diretamente, uma proposta de colaboração premiada considerada “seletiva” por parte de um dos investigados no caso Master.

Durante sessão da Segunda Turma da Corte, Mendonça explicou que um advogado o procurou pessoalmente para apresentar o pedido de delação. Segundo a legislação, ofertas desse tipo devem ser encaminhadas inicialmente à Polícia Federal (PF) ou ao Ministério Público (MP), responsáveis por avaliar o conteúdo antes de eventual análise do relator no STF.

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O ministro destacou que o profissional não era José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, ex-defensor do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele preferiu não divulgar o nome do advogado nem do investigado envolvido.

“Sempre disse aos advogados: não estou preocupado com delação. Eu não prendo para fazer delação. Não me permitiria a isso”, declarou Mendonça em plenário. Ele acrescentou que, ao perceber o caráter “seletivo” da proposta, optou por não sequer abrir o documento: “Agora, delação seletiva comigo não”.

O magistrado reforçou que colaborações premiadas são ato voluntário da defesa e que seu foco é apenas “o que a investigação determinar”.

Com informações de Metrópoles

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