O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende falar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reforçar a necessidade de cooperação no combate ao crime organizado e evitar medidas que possam prejudicar o sistema financeiro nacional.
Até o momento não há data marcada para o diálogo. A iniciativa de Lula surge após o governo norte-americano classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas, decisão que pode levar a sanções contra empresas que invistam ou movimentem recursos em setores com possível infiltração dessas facções.
Integrantes do Planalto temem que a medida afaste investimentos norte-americanos do país. Por isso, o presidente quer construir uma estratégia conjunta de enfrentamento ao crime, em vez de ações punitivas que atinjam atividades financeiras legítimas.
Lula também deseja evitar novos aumentos de tarifas sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, preocupação semelhante à manifestada durante o período de elevação de impostos norte-americanos a itens nacionais.
No campo político interno, o Palácio do Planalto mantém o discurso de defesa da soberania e pretende associar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a eventuais consequências negativas para a economia brasileira. A equipe de Flávio entende que a decisão dos EUA o retira da defensiva e permitirá acusar Lula de proteger as facções, mas reconhece que o parlamentar continuará cobrado sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”.
Com informações de G1

