O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado, 7 de março de 2026, pedindo a renúncia ou a abertura de processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
No material, o parlamentar compartilha gravação do colega Magno Malta (PL-ES), que critica o magistrado e afirma que ele “não tem mais condições de permanecer no cargo”. Flávio Bolsonaro sustenta que a saída de Moraes seria necessária para “preservar a democracia e o Judiciário brasileiro”.
Mensagens mencionadas
O senador cita mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, reveladas recentemente. Segundo Flávio, o conteúdo indicaria que Moraes teria atuado como “advogado de fato” em determinadas demandas, conduta que, na avaliação do parlamentar, é incompatível com a função de ministro do STF.
Flávio Bolsonaro também criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por ainda não ter instaurado investigação sobre o caso, afirmando que “as instituições precisam ser preservadas de pessoas que as envergonham”.
Cobranças de Magno Malta
No vídeo divulgado, Magno Malta sustenta que reportagem veiculada pelo Jornal Nacional teria contrariado a versão apresentada por Moraes sobre as mensagens. De acordo com o senador, a Polícia Federal “espelhou os aparelhos” envolvidos na investigação e o número telefônico citado nas conversas corresponderia ao do ministro.
Malta questiona ainda por que o empresário teria recorrido diretamente a Moraes, e não a advogados ligados ao processo. “Agora ou renuncia ou precisa ser impeachmado. Isso é crime de responsabilidade”, declarou.
O parlamentar capixaba aproveitou para contestar decisões referentes à CPMI do INSS, afirmando que vazamentos de informações não partiram da comissão, mas de fontes ligadas à investigação citadas pela imprensa.
As manifestações de Flávio Bolsonaro e Magno Malta ocorrem em meio à repercussão das conversas atribuídas a Daniel Vorcaro e às cobranças por apuração sobre eventual envolvimento do ministro do STF.
Com informações de Gazeta do Povo

