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Lula busca quarto mandato com apoio inédito de toda a centro-esquerda e expõe incertezas sobre sucessão

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Neste domingo, 2 de agosto de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve confirmar, em convenção partidária em Brasília, sua sétima e última candidatura ao Palácio do Planalto. Aos 80 anos, o petista chega à disputa reunindo, pela primeira vez em quase quatro décadas, os cinco principais partidos de centro-esquerda do país.

Além do PT, compõem a coligação PDT, PSB, PCdoB e PSOL, união forjada na avaliação dos dirigentes de que a esquerda perdeu espaço diante do avanço conservador e da extrema-direita. “Teremos de debater muito para manter essa convergência quando Lula não estiver mais na disputa”, afirmou Juliano Medeiros, ex-presidente do PSOL.

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Mudança no eleitorado

Estudo do pesquisador Felipe Nunes mostra que, entre 2014 e 2023, a fatia de brasileiros que se declaram de direita subiu de 26% para 37%, enquanto os que se dizem de esquerda recuaram de 29% para 23%. O deslocamento político abriu espaço para líderes como o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado no ano passado por tentativa de golpe de Estado. Seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é o principal adversário de Lula em 2026.

A direita extrema se mantém viva e o campo democrático popular precisa se unir”, disse Carlos Lupi, presidente do PDT, legenda que lançou candidato próprio em 2022, mas aderiu a Lula no segundo turno daquela eleição.

Pesquisa e concessões internas

Levantamentos recentes apontam Lula à frente de Flávio Bolsonaro nos dois turnos, com vantagem pequena, porém constante. Para cimentar a aliança, o PT concordou em ceder a cabeça de chapa ao PDT no Rio Grande do Sul e repetiu o gesto no Paraná, algo inédito desde 1989.

Sem herdeiro definido

Se reeleito, Lula encerraria o próximo mandato aos 84 anos sem sucessor claro. Entre os possíveis nomes petistas citam-se os ex-ministros Fernando Haddad e Camilo Santana, mas analistas apontam que nenhum dos dois possui hoje o capital político do atual presidente.

Temos a sorte de contar com uma figura que fala para além da bolha da esquerda”, observou Medeiros. “Entre agora e 2030, precisaremos construir uma estratégia comum.”

Nos bastidores, dirigentes preveem que a disputa pelo legado de Lula pode começar ainda durante um eventual quarto mandato.

Com informações de Money Times

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