A vulvodínia, condição caracterizada por dor crônica na região da vulva, interfere diretamente na rotina de muitas mulheres e costuma passar despercebida em exames clínicos. A queixa pode persistir por mais de três meses sem que lesões sejam identificadas, segundo especialistas.
Causa invisível e persistente
A principal dificuldade no diagnóstico, de acordo com a ginecologista Marcia Terra Cardial, doutora em tocoginecologia e chefe do setor de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, é a ausência de sinais visíveis. “A paciente sente dor persistente por mais de três meses, mas os exames costumam estar normais”, explica.
Apesar da falta de alterações na pele ou na mucosa íntima, a especialista aponta uma modificação na inervação da vulva como responsável pelo quadro doloroso. Essa alteração provoca o desconforto contínuo que limita atividades diárias e impacta a qualidade de vida feminina.
Com informações de Metrópoles

