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Vereador de SP é apontado como dono oculto de empresa ligada ao PCC, diz Ministério Público

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirma que o vereador paulistano Senival Pereira de Moura (PT) exercia o controle de fato da concessionária Transunião Transportes S.A., utilizada, segundo as investigações, para movimentar recursos do Primeiro Comando da Capital (PCC). A conclusão aparece em relatórios da Operação Última Parada, deflagrada na quinta-feira, 25 de junho, pela Polícia Civil e pelo MP-SP.

De acordo com promotores, a análise de comunicações telemáticas e documentos apreendidos indica que Moura comandava a gestão financeira da companhia, viabilizando um sistema paralelo para circulação de dinheiro e sustentação econômica de integrantes da facção criminosa.

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Documento manuscrito reforça suspeitas

Entre as provas listadas pela investigação está um caderno encontrado na casa de Jair Ramos de Freitas, o Cachorrão, acusado de assassinar em 2020 Adauto Soares Jorge, então presidente da Transunião. O manuscrito faz referência a um desvio de R$ 15 milhões relacionado à “garagem” da empresa. A quantia, segundo a anotação, deveria ter sido repassada integralmente aos acionistas, mas não chegou aos destinatários.

No mesmo material aparece o nome de Leonel Moreira Martins, apontado como operador financeiro do grupo, que teria recebido cerca de R$ 200 mil provenientes desse desvio. As investigações associam os codinomes “Veio” e “Cabeça Branca” a Senival Moura e Leonel Martins, respectivamente.

Prisões e apreensões

No dia da operação, foram presos o vereador Senival Moura, o atual presidente da Transunião, Lourival de França Monário, e outros investigados. Em um dos endereços vistoriados, agentes localizaram R$ 65 mil em dinheiro vivo escondidos em sacos de lixo. Imagens registradas pela polícia mostram Devanil de Souza Nascimento, o Sapo, retirando o montante sobre um móvel; ele é apontado como suporte logístico de Moura.

Origem da investigação

As apurações começaram após o homicídio de Adauto Soares Jorge, em 2020. Durante a investigação do crime, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) detectaram indícios de que membros do PCC passaram a influenciar diretamente as decisões estratégicas da concessionária de ônibus.

Os presos devem responder por lavagem de dinheiro, organização criminosa e outros crimes relacionados à suposta infiltração da facção no sistema de transporte coletivo.

Com informações de Metrópoles

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