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Parceria projeta usina híbrida de 2,5 GW no Texas com gás natural e pequenos reatores nucleares

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As empresas Blue Energy e GE Vernova anunciaram um plano para erguer no Texas um complexo híbrido de 2,5 GW que reunirá geração a gás natural e energia nuclear em um mesmo local.

De acordo com as companhias, a proposta busca encurtar o prazo de entrada em operação de novas instalações nucleares e oferecer maior flexibilidade ao sistema elétrico, unindo a produção contínua dos reatores à capacidade das turbinas a gás de variar rapidamente a potência entregue à rede.

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Como será o projeto

A iniciativa prevê a instalação de turbinas a gás GE Vernova 7HA.02, capazes de gerar 1 GWe (1.000 MW), ao lado de pequenos reatores modulares BWRX-300, desenvolvidos pela GE Vernova Hitachi Nuclear Energy. Ambos funcionarão dentro do mesmo complexo, mas em sistemas separados.

Enquanto as turbinas são conectadas primeiro, permitindo que a planta comece a fornecer eletricidade mais cedo, os módulos nucleares serão montados gradualmente. Quando estiverem prontos, o vapor produzido pelos reatores passará a acionar as mesmas turbinas já em uso pela parte a gás, compartilhando a sala de máquinas e o ponto de conexão à rede.

Estrutura Integrada

Os reatores serão acomodados em monopilares de aço de 3,66 m de diâmetro, técnica adaptada de fundações para turbinas eólicas offshore. Cada monopilar ficará submerso em piscinas ligadas a um canal navegável, fornecendo resfriamento passivo e blindagem contra radiação mesmo em caso de desligamento total.

A Blue Energy estima que o método possa reduzir em até 93 % o tempo de construção comparado a usinas nucleares convencionais.

Preparada para o futuro do hidrogênio

As turbinas 7HA.02 são classificadas como “hydrogen ready”, o que permitirá, no futuro, operar com hidrogênio obtido por meio do vapor ou da eletricidade gerados pelos próprios reatores.

Segundo Eric Gray, CEO da divisão de energia da GE Vernova, a combinação entre as turbinas HA e o BWRX-300 visa atender à crescente demanda de energia impulsionada pela expansão da inteligência artificial nos Estados Unidos, além de acelerar a entrega de nova capacidade elétrica ao sistema.

Com informações de Olhar Digital

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