Nova York (EUA) – O ex-presidente Michel Temer (MDB) saiu em defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) nesta terça-feira (12), ao comentar as suspeitas levantadas pela quinta fase da Operação Compliance Zero. Durante evento do grupo Lide, na cidade norte-americana, o emedebista afirmou que não cabe antecipar juízos antes do fim das investigações.
“Eu não me apresso nessas convicções, conheço o Ciro Nogueira muito bem, tenho dele a melhor impressão. Se houver equívoco, evidentemente o equívoco transparecerá lá adiante”, declarou Temer.
Participação de parlamentares do PP
O encontro do Lide contou com a presença dos deputados federais Aguinaldo Ribeiro (PB), Danilo Forte (CE), Júlio Lopes (RJ) e Ricardo Barros (PR), todos filiados ao Progressistas.
Temer também é citado em investigação
O ex-presidente aparece nos autos como destinatário de R$ 10 milhões do Banco Master. Segundo ele, o montante corresponde a honorários de consultoria jurídica, sem qualquer irregularidade.
Acusações contra Ciro Nogueira
A Polícia Federal apura se o senador recebeu vantagens que incluiriam uma mesada de até R$ 500 mil para apoiar a chamada “emenda Master”, proposta que elevaria o teto de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, também nesta terça-feira, Ciro Nogueira contestou o momento escolhido para a operação, realizada em ano eleitoral e, segundo ele, dirigida contra um líder da oposição. O parlamentar disse que os valores mencionados pela PF correspondem ao porte da Ciro Nogueira Comércio de Motocicletas, rede de concessionárias controlada por sua família.
No mesmo pronunciamento, o senador anunciou a intenção de reapresentar a emenda que amplia o limite do FGC. Ele argumenta que o valor está congelado há 13 anos e lembra que o fundo é abastecido por recursos dos próprios bancos, afirmando que a resistência viria das grandes instituições financeiras.
Com informações de Gazeta do Povo

