','

'); } ?>

Senado aprova ampliação gradual da licença-paternidade para 20 dias até 2029

Publicidade

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto de lei que estende, de forma escalonada, a licença-paternidade no Brasil. O benefício, atualmente limitado a cinco dias corridos, chegará a 20 dias a partir de 2029 e valerá para casos de nascimento, adoção ou obtenção de guarda judicial.

O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caso seja confirmado, passará a vigorar como lei federal.

Publicidade

Escalonamento do prazo

A proposta fixa o aumento em três etapas:

  • 2027: 10 dias;
  • 2028: 15 dias;
  • 2029 em diante: 20 dias.

Custos e pagamento

Atualmente, os cinco dias de afastamento são arcados pelas empresas. O projeto transfere a despesa para a Previdência Social: a companhia pagará o salário normalmente e depois será reembolsada. O trabalhador terá direito à remuneração integral ou à média dos últimos seis meses e poderá emendar a licença às férias, sem possibilidade de fracionamento do período.

Suspensão por violência ou abandono

O benefício poderá ser negado ou suspenso em caso de violência doméstica contra a mãe ou por abandono material, quando o pai não prestar assistência financeira à criança.

Casais homoafetivos

Para adoções por casais do mesmo sexo, uma pessoa terá direito à licença-maternidade e a outra à licença-paternidade. O dispositivo se aplica tanto a casais formados por duas mulheres quanto por dois homens.

Outras situações previstas

• Falecimento da mãe: o companheiro assume o período da licença-maternidade, que varia de 120 a 180 dias.
• Adoção ou guarda exclusiva pelo pai: direito ao prazo da licença-maternidade.
• Parto antecipado: licença-paternidade permanece garantida.
• Internação da mãe ou do recém-nascido: contagem do benefício começa após a alta médica.
• Demissão sem justa causa durante o período de direito: o funcionário pode receber até o dobro do valor correspondente à licença.

Impacto fiscal

Estimativa da Consultoria de Orçamento da Câmara, citada pela relatora Ana Paula Lobato (PSB-MA), aponta impacto anual de R$ 4,4 bilhões quando o afastamento chegar a 20 dias.

Com a aprovação no Senado, a ampliação aguarda apenas o aval presidencial para entrar em vigor.

Com informações de G1

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *