Brasília – O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República em 2026, voltou a condenar a aproximação do senador Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A declaração foi feita em entrevista ao canal Brasil Paralelo, no YouTube, nesta quarta-feira (12).
“Teria como eu aplaudir alguém que se aproxima do maior banqueiro bandido do Brasil? Para mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, afirmou Zema. Ele acrescentou que, embora o pai de Vorcaro tenha doado R$ 1 milhão ao Novo em 2022, jamais se reuniu com o banqueiro: “Moro na mesma cidade que ele, Belo Horizonte, mas nunca nos encontramos”.
Alianças eleitorais
Questionado sobre a possibilidade de compor chapa já no primeiro turno com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Zema disse que a discussão não está descartada, mas que ambos seguirão, por ora, com projetos separados. “Me dou bem com o Caiado e com o Kassab. Lá na frente, nenhuma conversa está descartada”, afirmou, garantindo apoio mútuo em eventual segundo turno.
Cenário das pesquisas
Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (10) indica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno, com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 29%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado têm 3% cada, enquanto Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema registram 2%.
Crítica ao Bolsa Família
Zema também atacou o programa Bolsa Família. Segundo o pré-candidato, “milhões de homens” recusam vagas de trabalho para manter o benefício. “Estamos formando uma geração de imprestáveis com esses homens fazendo isso”, declarou.
Liberdade de expressão
O ex-governador disse temer restrições ao debate eleitoral. Ele citou a retirada de uma pesquisa de opinião que mostrava queda de Flávio Bolsonaro e uma ação judicial que responde por críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal. “Percebo uma tentativa crescente de calar quem discorda, utilizando o poder judicial como censor, mas vou continuar”, afirmou.
Com informações de G1

