A seleção argentina volta a disputar uma semifinal de Copa do Mundo em 13 de julho de 2026 e reencontra a Inglaterra, adversário que carrega forte carga histórica em razão da Guerra das Malvinas, de 1982. Apesar do peso simbólico, o técnico Lionel Scaloni afirmou que pretende manter o duelo restrito ao futebol.
“É um jogo de futebol e nada mais”, declarou o comandante após a classificação. “O que este grupo alcançou já é histórico. Estar novamente entre os quatro melhores não é simples; vamos com todas as forças para tentar chegar à final”.
Rivalidade marcada pela guerra
A tensão entre os dois países remonta ao conflito travado no Atlântico Sul há 44 anos. A guerra durou aproximadamente três meses e terminou com a vitória britânica, deixando 649 militares argentinos, 255 britânicos e três civis mortos. Desde então, a soberania das ilhas segue como tema de disputa diplomática.
Voz do elenco
O atacante Flaco López, que atua pelo Palmeiras, reconheceu o peso extra da partida, mas reforçou o foco esportivo. “Tem muita história, muita dor e muitos significados, dentro e fora de campo. Mesmo assim, somos profissionais e vamos lutar até o último segundo pela vaga”, afirmou.
Antecedente memorável em 1986
O confronto mais emblemático entre argentinos e ingleses em Copas ocorreu em 1986, no México. Nas quartas de final, a Argentina venceu por 2 a 1 com dois gols de Diego Maradona: o primeiro, batizado de “Mão de Deus”, e o segundo, considerado por muitos o gol mais bonito da história dos Mundiais.
Argentina e Inglaterra se enfrentam nesta terça-feira, em local e horário ainda a serem confirmados pela FIFA.
Com informações de Exame

