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Reino Unido pressiona Fifa após faixa sobre Malvinas exibida por argentinos na semifinal

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Atlanta (EUA) – A seleção da Argentina poderá responder a processo disciplinar da Fifa depois que seus jogadores comemoraram a vitória sobre a Inglaterra, na quarta-feira (15/7), erguendo uma faixa com a frase “Las Malvinas son Argentinas”. O gesto ocorreu logo após o triunfo por 2 a 1, resultado que garantiu a vaga dos atuais campeões na final da Copa do Mundo de 2026, marcada para domingo (19/7) contra a Espanha.

O secretário britânico de Negócios e Comércio, Peter Kyle, qualificou o ato como “totalmente inadequado” e cobrou uma investigação completa. “Foi uma violação flagrante das regras que proíbem manifestações políticas no futebol”, declarou à BBC Breakfast.

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Uma porta-voz do governo britânico reforçou que eventual punição cabe à Fifa, mas reiterou a posição de Londres sobre a soberania do arquipélago. “A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as Ilhas Malvinas certamente são”, afirmou, em referência às Falklands, nome britânico das ilhas.

Histórico de punições

A Fifa já aplicou sanção semelhante à Associação do Futebol Argentino (AFA) em 2014, quando multou a entidade em 30 mil francos suíços por exibição de faixa idêntica antes de amistoso contra a Eslovênia. Em 2024, a Uefa suspendeu por uma partida os espanhóis Rodri e Álvaro Morata, que cantaram provocação sobre Gibraltar — outro território ultramarino britânico — após vitória diante da Inglaterra na Euro.

Repercussão política

O líder dos Liberais Democratas britânicos, Ed Davey, pediu a exclusão dos jogadores argentinos da decisão de domingo. Na Argentina, a vice-presidente Victoria Villarruel publicou no X que “não foi apenas mais uma partida”, acompanhada de vídeo com imagens de soldados, e afirmou que as Malvinas “estão no sangue e no coração” dos argentinos.

Antes do confronto, Villarruel havia dito que a semifinal era chance de “colocar os invasores em seu devido lugar”. Por precaução, o jogo em Atlanta ocorreu sob esquema de segurança reforçado.

Conflito de 1982

As Ilhas Malvinas, a cerca de 480 km da costa argentina, motivaram uma guerra entre Argentina e Reino Unido de abril a junho de 1982. O conflito de 74 dias provocou 655 mortes entre militares argentinos, 255 entre britânicos e três entre moradores locais.

Posicionamento de Scaloni

O técnico Lionel Scaloni havia afirmado, antes da semifinal, que não pretendia misturar futebol e política. “Foi um período muito triste da nossa história, mas isto é uma partida de futebol; não devemos confundir as duas coisas”, disse.

Apesar do discurso, após a virada sobre a Inglaterra — com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez nos minutos finais — os atletas cantaram músicas que citavam as Malvinas e ídolos como Diego Maradona e Lionel Messi, repetindo as provocações feitas também após a vitória por 3 a 2 sobre o Egito nas oitavas de final.

Agora, a Fifa analisa o caso e pode anunciar possíveis sanções antes da final de 19 de julho.

Com informações de BBC News Brasil

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