','

'); } ?>

Copel recua após rever metas de alavancagem e lidera perdas do Ibovespa

Publicidade

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) viu suas ações preferenciais classe B (CPLE6) figurarem entre os piores desempenhos do Ibovespa na manhã desta quinta-feira, 16 de julho de 2026, depois de alterar parâmetros de sua política de alavancagem financeira.

Por volta das 11h30 (horário de Brasília), os papéis recuavam 3,60%, cotados a R$ 14,48. O volume negociado somava cerca de R$ 321,8 milhões distribuídos em 15,4 mil negócios, colocando o ativo como o mais negociado da sessão. Na abertura, a queda chegou a 5,53%, quando a ação tocou R$ 14,19.

Publicidade

O que mudou

A companhia comunicou na noite de quarta-feira (15) a revisão de sua estrutura de capital e da política de dividendos. O limite-alvo de alavancagem passou de 2,8 vezes para 2,9 vezes a relação dívida líquida/Ebitda. A banda de tolerância também foi ajustada, de 2,5x–3,1x para 2,6x–3,2x.

Além disso, o prazo para a Copel retornar ao ponto médio da faixa — agora 2,9x — dobrou de 24 para 48 meses. O compromisso de distribuir, no mínimo, 75% do lucro líquido aos acionistas foi mantido.

Leitura dos analistas

Para o BTG Pactual, a extensão do prazo para desalavancagem é a mudança mais significativa, pois amplia a flexibilidade para conciliar pagamento de dividendos e execução de projetos. O banco lembra que a empresa venceu, no último leilão de capacidade, expansões das hidrelétricas de Segredo e Foz do Areia, programadas para entrar em operação em agosto de 2030.

Nas projeções da casa, a Copel deve distribuir R$ 3,4 bilhões em dividendos em 2026 e R$ 3,1 bilhões em 2027, resultando em dividend yields estimados de 7,5% e 6,9%, respectivamente. A expectativa é de que a alavancagem encerre 2027 em 3,0x, dentro da nova política.

O relatório, assinado por Antonio Junqueira, Gisele Gushiken e Maria Schutz, também destaca que a distribuidora Copel Disco recebeu recentemente uma revisão tarifária considerada favorável.

Recomendação

O BTG Pactual mantém recomendação de compra para as ações ordinárias da companhia (CPLE3) e preço-alvo de R$ 19 para os próximos 12 meses, o que representa potencial de alta de 26,5% em relação ao fechamento anterior de R$ 15,02.

As informações acima refletem os dados disponíveis até o fim da manhã desta quinta-feira.

Com informações de Money Times

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *