O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu retirar as credenciais de um militar norte-americano e solicitar sua saída do país em resposta à expulsão de um delegado brasileiro pelos Estados Unidos. A medida, baseada no princípio da reciprocidade, é vista pelo Planalto como politicamente acertada, mas não mobilizou a opinião pública como o episódio do “tarifaço” de 2025.
Levantamento da Ativaweb DataLab indica que, em abril de 2026, o tema gerou pouco mais de 3,1 milhões de menções nas redes sociais. Desse total, 77% foram negativas, 11% positivas e 12% neutras. Em contraste, a cobrança de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada por Donald Trump em julho de 2025, alcançou 5,9 milhões de menções, com 58% de críticas ao governo norte-americano – inclusive entre usuários identificados com a direita.
Segundo o diretor da Ativaweb, Alek Maracajá, o tarifaço “furou bolhas ideológicas”, pois afetava diretamente a economia, unindo empresários e trabalhadores em torno da defesa da soberania nacional. Já a expulsão diplomática atual é classificada por Maracajá como um episódio “político e institucional”, sem impacto econômico direto, o que limita seu alcance fora dos grupos já engajados no debate.
Assessores de Lula reforçam que o presidente mantém a postura de reagir a qualquer medida considerada hostil vinda de Washington. Eles reconhecem, porém, que os ganhos políticos desta vez são menores em comparação com 2025, quando a impopularidade de Trump no Brasil ajudou a amplificar o apoio às ações do governo brasileiro.
Com informações de G1

