Um estudo da Universidade de Lund, na Suécia, publicado em 24 de abril na revista Nature Metabolism, identificou mudanças no epigenoma de células pancreáticas que ajudam a explicar a dificuldade de pessoas com diabetes tipo 2 em controlar a glicose no sangue.
O que o trabalho analisou
Os pesquisadores examinaram dois tipos de células do pâncreas:
- Células beta: responsáveis pela produção de insulina, hormônio que retira o açúcar da corrente sanguínea.
- Células alfa: produtoras de glucagon, substância que eleva a glicose quando o organismo precisa de energia.
Em indivíduos saudáveis, a atividade dessas células mantém o equilíbrio glicêmico. No entanto, amostras de pacientes com diabetes tipo 2 apresentaram alterações nas marcações epigenéticas — conjunto de sinais químicos que determina quais genes são ativados ou silenciados.
Principais achados
A equipe identificou diferenças na metilação do DNA, processo que regula a expressão gênica, em regiões fundamentais para a produção de insulina e glucagon. Entre os genes afetados, destacou-se o aumento da proteína ONECUT2 nas células beta, o que comprometeu a geração de energia e a liberação correta de insulina.
Implicações para o futuro
Segundo a professora Charlotte Ling, autora principal, o mapeamento detalhado dos padrões epigenéticos mostra que a diabetes tipo 2 não resulta apenas de um mau funcionamento sistêmico, mas também de alterações específicas em células que deveriam regular a glicose. A próxima etapa será testar se a reversão dessas mudanças pode restaurar a função das células beta ao longo do tempo.
O diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo passa a usar de forma ineficiente ou a produzir em menor quantidade a insulina, provocando acúmulo de glicose no sangue e risco maior de complicações cardíacas, renais, oculares e neurológicas.
Com informações de Metrópoles

