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Produção de açúcar do Centro-Sul recua para 38,9 milhões de t e déficit global sobe para 2,1 milhões de t

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A safra 2026/27 de açúcar no Centro-Sul do Brasil foi revisada para 38,9 milhões de toneladas, volume 400 mil toneladas inferior ao previsto anteriormente, informou o relatório Agro Mensal do Itaú BBA divulgado em 17 de setembro. A correção reflete menor moagem de cana e redução na qualidade da matéria-prima, medida pelo Açúcar Total Recuperável (ATR).

Corte na moagem e queda de ATR

A estimativa de processamento de cana na principal região produtora passou de 644,8 milhões para 639,7 milhões de toneladas, recuo de 0,8%. Paralelamente, o ATR projetado caiu de 138,3 para 136,4 quilos por tonelada, retração de 1,4%. Mesmo com o mix açucareiro maior – revisto de 46,2% para 46,8% – o menor volume processado e a qualidade inferior da cana reduziram a oferta final de açúcar.

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Clima chuvoso pressiona usinas

Entre abril e 16 de agosto, a produção acumulada de açúcar ficou 2,7 milhões de toneladas abaixo do mesmo intervalo de 2025. As chuvas interromperam colheita e moagem, e a perspectiva de um outubro igualmente úmido mantém suporte aos preços internacionais.

Cotações sobem em Nova York

No período de 30 dias encerrado em 11 de setembro, o contrato nº 11 com vencimento em outubro registrou média de 17,7 centavos de dólar por libra-peso. O avanço foi impulsionado por oferta restrita, tensões geopolíticas e o petróleo Brent acima de US$ 100, que aumenta a competitividade de biocombustíveis e pode direcionar parte da cana ao etanol.

Medidas indianas mexem no mercado

Em 20 de agosto, a Índia autorizou a importação de até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto com isenção tarifária, prazo estendido para até dois meses após o registro do pedido. O governo também permitiu que refinarias destinassem ao mercado interno cerca de 250 mil toneladas originalmente programadas para exportação e reduziu o limite de estoques dos comerciantes até 30 de novembro. As tradings estimam que as entradas efetivas fiquem entre 300 mil e 600 mil toneladas.

Impacto no balanço mundial

Com o ajuste brasileiro e cortes esperados na América Central, Estados Unidos e Austrália, o Itaú BBA ampliou a projeção de déficit global de açúcar para 2,1 milhões de toneladas em 2026/27, ante 1,4 milhão calculado no relatório anterior.

Etanol também revisto

A estimativa para a produção total de etanol caiu de 38,5 bilhões para 37,7 bilhões de litros. No etanol de cana, a projeção recuou de 28,2 bilhões para 27,3 bilhões de litros.

Fundos voltam a apostar na alta

Os fundos de investimento inverteram a posição e, em 1º de setembro, detinham saldo líquido comprado de 238.684 contratos – o maior desde janeiro de 2023. Esse movimento sustenta as cotações, mas pode aumentar a volatilidade caso ocorram mudanças no cenário macroeconômico ou no balanço de oferta e demanda.

Analistas seguem acompanhando o ritmo da moagem no Centro-Sul, a qualidade da cana, as condições climáticas de primavera, a efetivação das compras indianas e o comportamento dos fundos nas bolsas internacionais.

Com informações de Portal do Agronegócio

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