São Paulo, 31 de julho de 2026 – O excesso de produto disponível no mercado doméstico manteve os preços da carne de frango sob pressão ao longo de julho, mas o avanço dos embarques ao exterior sustentou a receita da avicultura brasileira, apontou a consultoria Safras & Mercado.
Demanda interna perde fôlego
Segundo a análise, a procura no varejo perdeu força na segunda quinzena do mês, após o impulso inicial provocado pelo pagamento dos salários. Com isso, a oferta se mostrou acima da capacidade de absorção do consumo interno, comprimindo cotações no atacado paulista.
Preços dos cortes pouco se mexem
No atacado de São Paulo, o quilo do peito congelado permaneceu em R$ 8,50; a coxa, em R$ 6,90; e a asa, em R$ 11,00. Na distribuição, os mesmos cortes foram negociados a R$ 8,70, R$ 7,10 e R$ 11,25, respectivamente. Para produtos resfriados, os valores oscilaram entre R$ 8,60 e R$ 11,10 no atacado e entre R$ 8,80 e R$ 11,35 na distribuição.
Frango vivo recua em importantes polos
O levantamento da Safras & Mercado indicou redução nas cotações do frango vivo em vários estados:
- São Paulo: de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
- Mato Grosso do Sul: de R$ 5,30 para R$ 4,55/kg;
- Goiás: de R$ 5,40 para R$ 4,55/kg;
- Minas Gerais: de R$ 5,40 para R$ 4,60/kg;
- Distrito Federal: de R$ 5,30 para R$ 4,60/kg.
Nas regiões integradas, Rio Grande do Sul e Santa Catarina mantiveram R$ 4,75/kg, enquanto o oeste do Paraná subiu levemente de R$ 4,60 para R$ 4,65/kg. No Nordeste e no Norte, os valores seguiram mais firmes, com R$ 6,80/kg no Ceará, R$ 7,00/kg em Pernambuco e R$ 7,20/kg no Pará.
Exportações batem ritmo forte
Com 18 dias úteis, as exportações brasileiras de carne de aves e miúdos somaram US$ 765,282 milhões em julho. A média diária embarcada chegou a US$ 42,515 milhões, resultado de 413,393 mil toneladas, ou 22,966 mil toneladas diárias. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.851,20.
Na comparação anual, a média diária de receita cresceu 43,4%, enquanto o volume diário aumentou 40,7% e o preço médio subiu 3% ante julho de 2025.
Atenção ao ajuste de alojamentos
De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, o bom desempenho externo, aliado à ausência de influenza aviária no plantel comercial brasileiro, reforça a competitividade do país. Para recuperar margens no mercado interno, porém, ele avalia que será necessário reduzir o ritmo de alojamento de aves, equilibrando oferta e demanda nos próximos meses.
Com exportações fortes e consumo doméstico mais lento, produtores monitoram de perto os níveis de produção para preservar a rentabilidade.
Com informações de Portal do Agronegócio

