São Paulo, 04 de setembro de 2026 – O mercado brasileiro de milho encerrou agosto em alta, mesmo com o pico da colheita da segunda safra. Levantamento da consultoria Safras & Mercado indica que a saca fechou o mês a R$ 66,61 em média no país, aumento de 7,86% frente aos R$ 61,75 registrados no fim de julho.
Produtores restringem volumes
A sustentação das cotações decorreu sobretudo da postura cautelosa dos agricultores, que seguraram a oferta e só aceitaram negociar a preços mais elevados. O movimento reduziu a liquidez e impediu que a maior disponibilidade típica do período derrubasse os valores.
Variação entre as principais praças
Entre as regiões monitoradas, Rondonópolis (MT) liderou a valorização: a saca subiu de R$ 56 para R$ 67, alta de 19,64%. Em Rio Verde (GO), o avanço foi de 14,04%, passando de R$ 57 para R$ 65. Uberlândia (MG) registrou elevação de 6,56%, para R$ 65.
No Sul, Erechim (RS) apresentou ajuste mais moderado, de 1,45%, com a cotação a R$ 70. Em Cascavel (PR), o preço ao produtor atingiu R$ 64, acréscimo de 4,92%.
Na referência Campinas/CIF (SP), a saca passou de R$ 67,50 para R$ 73,50, alta de 8,89%. Na Mogiana paulista, o ganho chegou a 9,68%, de R$ 62 para R$ 68.
Fatores externos e futuros
As negociações também foram influenciadas pelas oscilações dos contratos futuros na B3 e na Bolsa de Chicago, além da paridade de exportação, que ficou mais atrativa. No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu em agosto as projeções de estoques finais e produtividade, elevando a percepção de menor oferta global.
No plano geopolítico, tensões na região do Mar Negro mantêm o mercado atento a possíveis impactos na logística mundial de grãos.
Perspectivas
Para os próximos meses, o comportamento dos preços no Brasil dependerá do ritmo de venda dos produtores, da reposição de estoques pelas indústrias, da competitividade das exportações e das cotações futuras em Chicago e na B3. Caso a retenção de oferta persista e a demanda avance, o milho pode seguir sustentado mesmo diante do grande volume colhido na safrinha.
Com informações de Portal do Agronegócio

