24/07/2026 – O mercado brasileiro de trigo terminou a semana sustentado por oferta limitada de cereal de melhor qualidade, o que manteve as cotações firmes apesar da retração nos negócios. Compradores e vendedores permanecem distantes nos valores, e os moinhos adotam postura cautelosa, realizando apenas compras de reposição imediata.
Paraná lidera valorização semanal
No Paraná, principal polo produtor, o preço médio subiu 3,5%, alcançando R$ 1.467 por tonelada. As negociações ocorreram próximo de R$ 1.450 por tonelada CIF para compradores e cerca de R$ 1.480 por tonelada FOB para vendedores.
Rio Grande do Sul registra alta moderada
No Rio Grande do Sul, a valorização foi de 0,8%, levando a cotação média a R$ 1.305 por tonelada. Para a safra nova, as indicações no porto variam entre R$ 1.250 e R$ 1.255 por tonelada.
Cerrado aumenta ritmo de negócios com a nova safra
O avanço da colheita no Cerrado elevou a disponibilidade e estimulou negociações. Em Minas Gerais, o trigo é cotado a cerca de R$ 1.550 por tonelada CIF em Belo Horizonte. Em Goiás, as indicações giram em torno de R$ 1.400 por tonelada na fazenda.
Moinhos limitam compras
A indústria enfrenta dificuldade para repassar o maior custo do trigo à farinha, o que pressiona margens e restringe a demanda. Produtores, por sua vez, se apoiam na recuperação dos preços internacionais e do trigo argentino para manter pedidos firmes.
Importações somam 4,5 milhões de toneladas em 2025/26
Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o line-up brasileiro registra 4,525 milhões de toneladas de trigo importado, volume inferior às 5,836 milhões de toneladas do ciclo anterior.
Ceará concentra maior parcela das compras externas
O Ceará responde por 1,040 milhão de toneladas, ou 23% do total importado. Em seguida aparecem São Paulo (946,4 mil t; 20,9%), Pernambuco (596 mil t; 13,2%) e Bahia (509,7 mil t; 11,3%).
Dezembro lidera o calendário de desembarques
Dezembro permanece como o mês com maior volume programado, totalizando 610 mil toneladas. Para 2026, os embarques previstos são: janeiro, 360 mil t; fevereiro, 393 mil t; março, 274 mil t; abril, 439 mil t; maio, 286 mil t; junho, 418 mil t; julho, 452 mil t; e agosto, 151 mil t.
Com a oferta interna limitada de trigo de maior qualidade, a evolução da colheita nacional, o ritmo das importações e o cenário internacional seguem como fatores determinantes para as cotações nas próximas semanas.
Com informações de Portal do Agronegócio

